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Certa tarde o pai saiu para um passeio com as suas duas filhas. Depois de algum tempo, a miúda mais nova pediu ao pai que a carregasse pois já estava muito cansada. O pai cortou então um pequeno galho de árvore, entregou-o à filha dizendo:
– Eu também estou cansado mas aqui está um cavalinho para te ajudar. Ensina-lhe o caminho que ele levar-te-á depressa até casa.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde que foi difícil alcançá-la. Ficou tão encantada com o seu cavalo de pau que continuou a galopar toda a tarde pelo jardim.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender o que se passou. O pai sorriu e respondeu:
– Assim é a vida, minha filha. Às vezes nós ficamos cansados, certos de que é impossível continuar. Mas encontramos então um cavalinho qualquer que nos dá ânimo outra vez e lá vamos nós…

Este cavalinho pode ser um conselho, uma palavra de amigo, um livro, um exemplo, um elogio, uma canção ou uma oração. Para vencer o deserto Jesus socorreu-se da Palavra da Escritura, ultrapassando assim a tentação de desanimar.

Neste tempo da Quaresma temos um deserto a ultrapassar. Que espécie de cavalinho precisamos mais de deitar a mão para nos levar até onde podemos ou queremos ir?

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com