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Cinco amigos procuravam ouro num monte. Depois de um mês encontraram aquilo que se pode chamar um tesouro. No Domingo seguinte, como sempre, desceram até à aldeia vizinha para um pouco de convívio. Mas antes juraram mutuamente não falar a ninguém do seu achado. Ao regressarem ao trabalho deram conta, espantados, de que vários homens os seguiam. Olharam uns para os outros à procura do traidor – alguém dera à língua…

– Foste tu?
– Eu não.
E todos negaram, ninguém dissera nada. Voltaram-se para os que os seguiam e perguntaram:
– Porque nos seguis?
– Porque encontrastes ouro.
– Quem vos disse?
– Ninguém.
– Então como sabeis?
Ouviram então a resposta mais maravilhosa de toda a sua vida:
– Como sabemos? Vê-se-vos nos olhos!

O mesmo aconteceu no Monte Tabor. Jesus pediu que não falassem a ninguém dessa experiência. Os outros deviam descobrir por si nos olhos, espelho da sua alma.
E eu interrogo-me: notar-se-á em nós, cristãos, que encontrámos a Cristo, o tesouro da nossa felicidade. Porque deveria ver-se nos nossos olhos! Ao falar do Transfigurado, notarão os meus ouvintes que acredito n’Ele? Gostaria muito que assim fosse.

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com