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Um grupo de monges precisava de transferir uma Estátua de barro para um novo local. Quando o guindaste começou a suspender essa figura, o seu peso era tanto que começou a rachar. E como se não bastasse, começou a chover também. Resolveram suspender a operação e cobri-la para não se molhar. Mais tarde, um monge foi ver se a imagem continuava seca. Conforme a luz incidiu na ranhura, notou um pequeno brilho e achou estranho. Pareceu-lhe haver algo sob o barro. Com um cinzel retirou parte do barro e o brilho tornou-se mais forte. Continuou a retirar o barro e deparou com uma estátua de ouro maciço.

Os historiadores descobriram então que anos antes os monges cobriram a preciosa figura com uma camada de barro para evitar que o tesouro fosse roubado.
Somos todos como esta imagem de barro, recobertos por uma resistência criado pelo medo e egoísmo e, afinal, dentro de cada um há algo de ouro, um Cristo de ouro, ou uma essência pura.

Preparai o caminho do Senhor, gritava João Baptista. Deus fez-se homem para chegar até nós, o seu caminho foi o homem. É preciso retirar tudo o que está a mais para descobrir essa condição dentro de nós. Afinal, todos precisamos de limpar a nossa estátua para descobrir aí a imagem e semelhança de Deus.

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com