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Desiludido pela vida, um beduino isolou-se no deserto. Depois de muito andar entrou numa gruta tão enigmática como a sua vida. Olhando as paredes nuas e frias, seguiu um rasto de luz.
– Entra, meu irmão – encorajou-o uma voz benévola.
Na penumbra viu então um eremita em oração.
– Tu vives aqui? – perguntou surpreso – Como consegues resistir sem conforto e longe de todos? Como podes ser feliz aqui?
O eremita sorriu:
– Eu vivo pobre mas tenho um grande tesouro. Olha para cima – E apontou para uma pequena abertura no tecto da gruta – Que vês?
– Não vejo nada.
– De certeza que não descobres nada?
– Só um pedaço do céu…
– Só um pedaço de céu?! E não te parece que é um tesouro maravilhoso?

Jesus Cristo apresenta-nos hoje uma proposta de felicidade. Muitas vezes a nossa felicidade parece um projecto adiado: Só seremos felizes quando tivermos isto, quando fizermos aquilo, quando chegarmos ali… Depois ficamos frustrados porque a felicidade continua mais à frente, qual alvo móvel.

A felicidade é um caminho. Aproveite todos os momentos que tem, eles são um cantinho do céu. Não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo, com ou sem lágrimas. A felicidade é uma viagem, não um destino.

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com