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Um miúdo foi ao barbeiro e, ao ser interrogado como queria que lhe cortassem o cabelo, respondeu prontamente:
– Careca, como o meu pai.
E todos os presentes disseram em coro:
– Tal pai tal filho…
Este garoto revia-se no pai e não tinha dificuldade em fazer dele o seu melhor amigo e o modelo a imitar.
Quem ama, copia os gestos da pessoa amada, assume os seus critérios de vida, imita-lhe as expressões. O amor leva sempre à identificação com o outro. Cada um é aquilo que ama. Se ama a terra será terra também, mas se ama a Deus torna-se divino. É por isso que Jesus Cristo diz no Evangelho de hoje:
– Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei…É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei.

Em primeiro lugar Ele assume a dinâmico do amor do Pai, identificando-se com Ele. Depois convida os seus discípulos a fazerem o mesmo.

Segundo a nossa lógica humana, Jesus devia dizer: Eu amei-vos, agora deveis amar-Me na mesma medida. Mas a lógica de Deus é diferente: eu amei-vos, agora fazei o mesmo aos outros. Só assim provareis que me tendes amor, se vos amardes tal como vos amei.

 

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com