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Eu não gosto de me confessar porque tenho medo que o Padre ralhe comigo.
– Mas, afinal, quando chegas ao pé do confessor, o que é que lhe pedes em primeiro lugar?
– Como toda a gente, digo: Abençoai-me, Padre, porque pequei…
– Exactamente. Não pedes que te ralhe ou te castigue porque pecaste mas pedes-lhe uma benção, uma palavra de conforto ou de gratidão. Não tenhas medo. O confessor apenas felicitar-te-á porque recebeste uma graça de Deus e um Dom do Espírito Santo: reconheceste que é pecador e que desejas ser melhor!

Quem confessa as suas faltas, está disposto a levantar-se e a caminhar. É por isso que um paralítico apresentou-se um dia diante de Jesus que lhe disse:
– Os teus pecados estão perdoados, ou por outras palavras, levanta-te, toma a tua enxerga e vai…

O mal parece não estar no ter caída mas em não querer levantar-se e prosseguir a caminhada. E perdoar é dar a oportunidade de alguém recomeçar o seu caminho. Todos somos paralíticos, amarrados a velhos hábitos e muletas, à espera duma palavra que nos levante. Vivemos agora na esperança de recomeçar todos os dias. Cair e levantar-se é igual a progredir.

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com