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Uma instituição ou um organismo social e eclesial, para que possa funcionar convenientemente necessita também de estruturas de governo e de coordenação. Com base neste princípio, o Padre Dehon, Fundador da Congregação, procurou, desde o início, criar estruturas e organismos de governo que o apoiaram na condução dos destinos da sua obra.

O Padre Dehon foi, naturalmente, o primeiro Superior Geral da Congregação. Devido ao seu carácter humilde e desprendido, por diversas vezes colocou o seu cargo à disposição, pedindo à Congregação que escolhesse outro dos seus membros para levar por diante o governo da Congregação. Os seus confrades sempre recusaram esse seu desejo e por isso, nos diversos Capítulos Gerais o Padre Dehon foi sucessivamente eleito para desempenhar a missão de Superior Geral. Por outro lado, a Santa Sé, reconhecendo a justeza deste procedimento, a 18 de julho de 1922, nomeou o Padre Dehon Superior Geral ad vitam.

 

 Regra de Vida

A vida e a organização da Congregação são reguladas pelo Direito universal da Igreja para a vida religiosa e pelo Direito próprio, definido nas Constituições (documento inspirador) aprovadas pela Santa Sé e no Diretório Geral (documento normativo) aprovado pelo Capítulo Geral e promulgado pelo Superior Geral. As Constituições e o Diretório Geral formam, em conjunto, a Regra de Vida da Congregação.

  

Governo

Superior Geral – A autoridade suprema na Congregação, é exercida, de modo ordinário, pelo Superior Geral, ajudado pelo seu Conselho (atualmente constituído por cinco membros), e, de modo extraordinário e colegial, pelo Capítulo Geral. O Superior Geral é eleito por seis anos, podendo ser reeleito por igual período. O Superior Geral governa e anima a Congregação no cumprimento da sua missão na Igreja. Na fidelidade à inspiração do Padre Dehon e conforme a diversidade das situações, presta um serviço de comunhão no mesmo espírito e de coordenação das diversas atividades que fazem parte da missão da Congregação. Cumpre este serviço da autoridade, sobretudo através das visitas, que, ele próprio ou por delegados seus, realiza na Congregação.

Após a morte do Padre Dehon, a 12 de agosto de 1925, a Congregação teve os seguintes Superiores Gerais, eleitos em Capítulo Geral:

Pe. Joseph Laurent Philippe – Eleito Superior Geral a 20 de janeiro de 1926. A 9 de outubro de 1935 foi nomeado Bispo do Luxemburgo. Faleceu a 21 de outubro de 1956.

Pe. Wilhelmus Theodorus Govaart – Eleito Superior Geral a 24 de outubro de 1935 e reeleito a 9 de outubro de 1947. Faleceu a 7 de setembro de 1953.

Pe. Alphons Maria Lellig – Eleito Superior Geral a 11 de janeiro de 1954. Faleceu a 13 de dezembro de 1958.

Pe. Joseph Anthony de Palma – Eleito Superior Geral a 15 de julho de 1959. Foi nomeado Bispo de De Aar (África do Sul) a 13 de abril de 1967. Faleceu a 3 de fevereiro de 2005.

Pe. Albert Bourgeois – Eleito Superior Geral a 6 de junho de 1967. Foi reeleito a 22 de junho de 1973. Faleceu a 21 de novembro de 1992.

Pe. Antonio Panteghini – Eleito Superior Geral a 6 de junho de 1979. Foi reeleito a 4 de junho de 1985.

Pe. Virginio Domingo Bressanelli – Eleito Superior Geral a 24 de maio de 1991. Reeleito a 31 de maio de 1997. Foi nomeado Bispo de Rivadavia (Argentina) a 19 de fevereiro de 2005.

Pe. José Ornelas Carvalho – Eleito Superior Geral a 27 de maio de 2003. Reeleito a 27 de maio de 2009. Foi nomeado Bispo de Setúbal (Portugal) a 24 de agosto de 2015.

Pe. Heinrich Wilmer – Eleito Superior Geral a 25 de maio de 2015.

 

Capítulo Geral – O Capítulo Geral é um tempo forte na vida da Congregação e assinala uma importante etapa na sua história. Constituído por representantes de todas as Províncias, Regiões e Distritos dependentes diretamente do Superior Geral, é a síntese e o símbolo da Congregação. O Capítulo Geral é autoridade suprema extraordinária no Instituto e o lugar privilegiado da corresponsabilidade colegial. Constitui a mais alta expressão da colegialidade.

O Capítulo Geral ordinário deve ser convocado sempre que seja necessário proceder à eleição do Superior Geral e seu Conselho, habitualmente de seis em seis anos. Para além deste carácter eletivo, o Capítulo Geral aborda todos os assuntos relativos à vida da Congregação, particularmente no que se refere ao património espiritual, às normas internas e à sua missão na Igreja. Desde 1878, ano da fundação da Congregação,  até ao presente, realizaram-se 23 Capítulos Gerais.

 

Entidades

A Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus é um Instituto religioso clerical apostólico, de direito pontifício, constituído por Províncias, Regiões e Distritos. Províncias, Regiões e Distritos são as entidades da Congregação. Cada uma destas entidades tem à sua frente um Superior, que, coadjuvado pelos Conselheiros, é o responsável pelo governo ordinário da respetiva entidade. Estas entidades realizam os capítulos ordinários, habitualmente de seis em seis anos, para prepararem o Capítulo Geral e tratarem dos assuntos relativos à vida da entidade. As Províncias, Regiões e Distritos regem-se pelo respetivo Diretório que compila as principais normas que regem a vida da entidade.

 

Distrito Distrito é um conjunto de comunidades de um determinado território, que, não possuindo autonomia em termos de pessoas e de meios financeiros, ainda não pode ser constituído Província ou Região. Um Distrito pode depender diretamente do Superior Geral ou de um Superior Provincial.

Região A Região é um conjunto de várias comunidades de um determinado território, que, não possuindo autossuficiência em pessoas, estruturas e meios financeiros, ainda não pode evoluir de forma autónoma.

Província – Pode ser constituído em Província um conjunto de comunidades de um determinado território, com estruturas suficientemente desenvolvidas para um governo e administração próprios, e no qual as obras do Instituto estejam suficientemente implantadas para evoluir de forma autónoma.

O VII Capítulo Geral da Congregação (15-16 de setembro de 1908) decidiu criar as primeiras duas Províncias da Congregação: Europa Ocidental e Europa Oriental. Desde então, à medida que a Congregação se foi expandido e se foi adaptando às novas realidades, foram sendo criadas diversas Províncias pelos quatro continentes.

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