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Neste 14 de Março de 2018 celebramos 175 anos do nascimento do Padre Leão Dehon, Fundador da nossa Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus – Dehonianos. Continuamos a celebrar o nascimento do Padre Dehon porque ele continua bem vivo para nós e permanece como inspiração para a nossa vida de consagração a Deus e aos irmãos.

A celebração destes 175 anos é para nós ocasião especial para louvar e agradecer ao Senhor da Vida o dom que representa o Padre Leão Dehon para a Igreja e para a sociedade, do seu tempo como do nosso tempo. Hoje somos uma Congregação e uma Família Dehoniana presentes no mundo inteiro, procurando viver o carisma e a espiritualidade que este homem de Deus e de Igreja nos legou.

Celebrar o Padre Dehon é celebrar uma vida cheia, rica, intensa, ocupada, preocupada e inquieta de alguém que nunca se resignou aos problemas e dificuldades que ia encontrando nem passou indiferente ao lado daquilo que mais inquietava e perturbava a vida dos seus semelhantes.

Celebramos a vida dum apóstolo incansável, que não se deixou ficar no quentinho do seu lar ou no conforto das paredes que o acolhiam, mas que se fez ao largo, preferiu sair das sacristias e fazer-se ao mar alto da vida, enfrentando dificuldades e obstáculos que também eram seus, porque eram dos seus irmãos mais desprotegidos e desfavorecidos.

Celebramos a vida dum homem que encontrava na contemplação do Coração ferido de Jesus a inspiração para ir ao encontro de todos os corações feridos da Humanidade, corações feridos pela marginalização e exploração, corações feridos porque violentados e despojados da sua dignidade.

Ao celebrar os 175 anos do nascimento do nosso Fundador, queremos hoje renovar o compromisso de sermos Igreja atenta e disponível, aberta e pronta a acolher os corações feridos da nossa Humanidade.

O nosso Governo Geral decidiu que este dia marca o início da celebração dum ANO JUBILAR DO CORAÇÃO FERIDO, precisamente para nos despertar para a necessidade de irmos ao encontro de todos os irmãos que sofrem, dos que são atirados para as periferias da sociedade. A contemplação do Coração de Jesus aberto pela lança deve renovar o nosso compromisso de sermos hoje gente movida pelo amor a Deus e aos irmãos, prontos a reparar os males que ferem o Coração de Jesus nos corações dos irmãos, disponíveis para continuar a ser neste mundo de hoje profetas do amor e servidores da reconciliação, levando esperança e paz a todos os lugares quotidianamente feridos pelo desespero, pela violência, pela morte e pela destruição. Assim o exemplo do Padre Leão Dehon nos guie e inspire!

P. José Agostinho Sousa