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O Profeta Elias procurava o Senhor e pensava que ia encontrá-lo através de manifestações extraordinárias. Afinal, Deus estava na brisa ligeira, quase despercebido. A voz do Senhor fez-se ouvir, não sob os sinais majestosos das teofanias, mas na meditação silenciosa da Sua Palavra inspirada.
Não são as grandes tempestades
que levam o agricultor a esperar grandes colheitas;
são as chuvas calmas e constantes que descem ao fundo das raízes.
As grandes chuvadas só estragam e estraçalham as lavouras.
Não são os gritos que fazem os bons amigos;
são a conversa tranquila, as histórias, as recordações.
Não são os vendavais que distribuem o pólen de flor em flor;
são os insectos, as borboletas, as abelhas, na brisa suave.
Não são as discussões que edificam uma família;
são as palavras criteriosas da mãe que entram no coração dos filhos e fazem crescer a paz e o bem no lar.
As melhores preces são aquelas que proferimos em voz calma ou silenciosamente.
O orador que esbraveja não comove.
As grandes ideias não são fruto do barulho mas da reflexão.
"O silêncio é um dos meios mais fecundos da perfeição" – disse o Pe. Dehon.

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com