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Um dia o Senhor Todo-Poderoso convidou para uma festa no Paraíso, todas as Virtudes. Cheias de alegria, rodearam o Trono de Deus, louvando o Senhor, como se se encontrassem na sua própria casa: todas as Virtudes se conheciam…excepto duas. Uma disse à outra:
– Estou contente por te conhecer. Nunca te vi antes. Deves ser uma virtude bastante nova.
– Também eu estou satisfeita por te cumprimentar pela primeira vez. Tu é que deves ser novata nesta família.
Deus, a quem nada escapa, mostrou um rosto pensativo e declarou:
– Como é que vós as duas, as mais belas Virtudes, não se conheciam ainda? Daqui para a frente deveis andar sempre de mãos dadas, para que ninguém fique privado da alegria da vossa companhia.
Sabeis de que Virtudes se tratava? Uma era a Beneficência e a outra o Reconhecimento!
O eco do profeta Isaías ainda se faz ouvir hoje: "Que mais Deus podia fazer à sua vinha que não tenha feito? E quando esperava que viesse a dar uvas, apenas produziu agraços."
E Jesus concluiu: "Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos."
Quem não agradece não sabe receber. O bem que é feito tem de ser reconhecido pois Beneficência e Reconhecimento são irmãs gémeas.

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com