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CANTO DE EXPOSIÇÃO DO SANTÍSSIMO

INTRODUÇÃO

A comunhão fraterna é um dom e uma ajuda concreta para quem vive na fé (cf. Cst 70), mas, ao mesmo tempo, ela exige muita humildade e generosidade que levam a privilegiar o bem dos outros e a excluir o espírito de egoísmo.
S. Paulo dá-nos, como exemplo, Jesus Cristo que, na sua vida terrena, se fez humilde e obediente, privando-se da glória que lhe pertencia, para a receber do Pai, como recompensa do seu sacrifício. O apóstolo convida-nos a fazer nossos os sentimentos do coração do Salvador.

Escutai a Palavra de Deus, da Carta do Apóstolo São Paulo aos Filipenses
(Fil 2,1-16a)

Se tem algum valor uma exortação em nome de Cristo, ou um conforto afectuoso, ou uma solidariedade no Espírito, ou algum afecto e compaixão, então fazei com que seja completa a minha alegria: procurai ter os mesmos sentimentos, assumindo o mesmo amor, unidos numa só alma, tendo um só sentimento; nada façais por ambição, nem por vaidade; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós próprios, não tendo cada um em mira os próprios interesses, mas todos e cada um exactamente os interesses dos outros. Tende entre vós os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus: Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem, rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra; e toda a língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!”, para glória de Deus Pai. Por isso, meus caríssimos, na mesma medida em que sempre fostes obedientes – não só como aconteceu na minha presença, mas agora com muito mais razão na minha ausência – trabalhai com temor e tremor pela vossa salvação. Pois é Deus quem, segundo o seu desígnio, opera em vós o querer e o agir. Fazei tudo sem murmurações nem discussões, para serdes irrepreensíveis e íntegros, filhos de Deus sem mancha, no meio de uma geração perversa e corrompida; nela brilhais como astros no mundo. Conservai a palavra da vida.

Silêncio para reflexão pessoal e para adoração

ORAÇÃO

[Prefácio da Oração Eucarística V/C]

Deus fiel, Pai de misericórdia,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Te graças, sempre e em toda a parte:
Porque nos deste o Teu Filho, Jesus Cristo,
como nosso Senhor e Redentor.
Ele foi sempre misericordioso
para com os pobres e humildes,
os doentes e os pecadores
e aproximou-se dos oprimidos e dos aflitos.
Com a sua acção e a sua palavra,
Anunciou ao mundo que és Pai
e olhas com solicitude por todos os teus filhos.
Por isso, com os anjos e os santos,
Te louvamos e bendizemos
e proclamamos a tua glória,
cantando numa só voz:

Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth,
Pleni sunt caeli et terra gloria tua.
Hosanna, in excelsis.
Benedictus qui venit in nomine Domini.
Hosanna, in excelsis.

Ó Deus, nosso Pai,
concede que nós, teus fiéis, sejamos revestidos
pelos sentimentos do Coração de Cristo, teu Filho,
de modo que, transformados à sua imagem,
nos tornemos participantes da redenção eterna
e anunciemos ao mundo as insondáveis riquezas do seu amor. Amen.

CÂNONE DE TAIZÉ

O Senhor é a minha força…