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Decorreu em clima de festa e alegria, num dia tão belo como o de Santa Catarina de Sena, a comemoração das bodas de prata sacerdotais do Pe. Fernando Rodrigues da Fonseca. A casa do noviciado rejubilou com a presença de muitos confrades que quiseram estar presentes, bem como de parte da família do Pe. Fernando, especialmente a sua mãe, que apesar da idade, faz questão em estar presente. A Eucaristia foi simples mas cheia de acção de graças e amor. Que o Senhor continue a ser a luz e a força dos nossos sacerdotes!
Seguiu-se o almoço que se prolongou pela tarde, entre boa disposição, comida e discursos. O Pe. Fernando fez eco da sua vocação e do caminho que teve de percorrer (atribulado por sinal!) mas insistiu na importância que tiveram os seus superiores, alguns dos quais presentes nesta festa. Num instante, tudo começou e, num ápice, tudo findou. Parabéns Pe. Fernando! Até às bodas de ouro!

| João Carlos |

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Acção de graças

Senhor, Pai santo,
quero, hoje, louvar-te, bendizer-te e dar-te graças,
pelo dom do sacerdócio cristão
que ofereces a todos os baptizados;

quero, hoje, louvar-te, bendizer-te e dar-te graças,
pelo dom do sacerdócio ministerial
que concedes àqueles que escolhes, chamas e consagras
para o anúncio da Palavra,
para a celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos,
e para o governo do povo cristão,
quais instrumentos, vivos e pessoais,
de Cristo, Cabeça e Pastor da Igreja.

Quero louvar-te, bendizer-te e dar-te graças,
de modo muito especial,
porque me chamaste a mim,
à minha pessoa, única e irrepetível,
que bem conheces,
pois me formaste no seio de minha mãe,
e estás atento a todos o meus passos.

Quero louvar-te, bendizer-te e dar-te graças,
porque, na Última Ceia,
entre os Apóstolos sentados
à volta da mesa pascal,
o Teu Filho Jesus,
via o meu rosto,
e, cumprindo os teus desígnios,
marcava o meu destino,
chamando-me a ser ministro da salvação.

Quero louvar-te, bendizer-te e dar-te graças,
porque, há 25 anos, pela imposição das mãos,
e pela sua oração do Bispo,
me consagraste sacerdote,
tornando-me participante do ministério de Cristo.

Renova, hoje, em mim, a consciência do sacerdócio ministerial,
da sua beleza para a minha vida pessoal,
e da sua importância e necessidade
para a vida da Igreja e da Humanidade.

Que o teu Espírito,
que me constituiu presbítero,
se torne fonte de luz e força de amor
para crescer na compreensão
– admirada e alegre –
deste dom maravilhoso.

Que possa crescer também
no sentido de responsabilidade,
para viver com renovada generosidade
a frescura do dom recebido.

Que todos os meus irmãos sacerdotes,
que de algum modo se associam a esta celebração,
sintam comigo reavivar o dom de Deus que está em nós,
para juntos enfrentarmos os fascinantes desafios
que hoje, como há dois mil anos,
são postos aos ministros do Evangelho.

Que nesta hora, magnífica e dramática,
que vivemos vivemos,
continue a chegar aos nossos ouvidos
e a ecoar nos nossos corações,
a palavra do teu Filho,
Sumo e Eterno Sacerdote:
“Estarei convosco até ao fim dos tempos!”.

Então, também os momentos de fadiga e cansaço
se hão-de tornar providenciais,
para mim e para eles,
porque serão ensejo de progredirmos
numa fé mais pura e profunda,
numa paciência mais longânime e forte,
num abandono mais confiante e filial
ao teu amor de Pai.

Por minha parte, suplico-te que me ajudes a afastar
toda e qualquer desconfiança, ou desânimo,
e que, abrindo-me ao Espírito do Pentecostes,
saiba acolher, cada dia, o “Duc in altum” de Jesus.

E cada dia, até ao fim da minha vida,
à sua palavra,
lançarei as redes!

Amen.

| Fernando Fonseca, scj |