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Roma, 14 de outubro de 2018

Viva Caros Confrades,

Hoje, 14 de outubro, tive a graça de estar presente na celebração de canonização de 7 novos santos da Igreja Católica, dos quais se destacam S. Paulo VI e S. Oscar Romero. Para mim foi um momento muito especial, pois trata-se de pessoas que me foram contemporâneas. S. Paulo VI foi o primeiro Papa da minha existência e S. Oscar Romero morreu durante a minha infância.

A entrada na Praça de S. Pedro não foi fácil. Havia gente de muitos países que enchia por completo todas as entradas da praça, cantavam, abanavam as bandeiras dos próprios países e dos beatos que seriam canonizados pelo Papa Francisco. Destacavam-se, sobretudo, latino-americanos. A multidão afunilava-se para as entradas que eram controladas pela polícia que faz do seu melhor para evitar OS ataques do nosso tempo. Depois de passar pela “porta estreita” penetrei finalmente na Praça rumorosa, colorida, alegre e cheia de vida. Um corpo humano e espiritual a respirar em uníssono, sorrisos largos, palavras fraternas, olhares de esperança a fixar a Basílica de S. Pedro, onde estavam expostas as fotografias dos Beatos a ser canonizados.

O nosso Superior Geral acompanhou-nos no seu estilo simples e silencioso. Muitos dos nossos confrades da Cúria Geral estavam presentes, organizados e unidos a formar uma comunidade na grande família que é a Igreja. À entrada do lugar destinado aos sacerdotes foi-nos oferecido um livro onde estava resumida a vida dos novos Santos e a celebração litúrgica. Procurei um lugar no meio daquela grande assembleia de padres, sentei-me e passei um olhar sereno pela vida e obras dos novos santos resumidas em 15 páginas: Papa Paulo VI (1897-1978); Bispo Óscar Romero (1917-1980); Padre Francesco (1853-1913); Padre Vincenzo Romano (1751-1831); Irmã Maria Caterina Kasper (1820-1898); Irmã Nazaria Ignazia (1889-1943) e, finalmente, um jovem leigo chamado Nunzio Sulprizio (1817-1836). A vida, obra e milagres destes nossos irmãos que foram canonizados encontra-se facilmente na internet.

Às 10 h em ponto, o Santo Padre Francisco dirigiu-se ao altar seguindo a cruz de Cristo. Entrou do lado onde se encontravam vários presidentes e reis com as suas representações diplomáticas e deu início à celebração eucarística. Uma celebração serena, organizada, pautada pela ordem e pela beleza. Cânticos em latim e o silêncio da multidão em festa. Foi uma celebração magnífica, uma experiência de fé e de encontro com Jesus. Depois da canonização dos novos santos, escutámos a Palavra de Deus e o Papa Francisco convidou-nos a seguir Jesus pobre e humilde. Instou-nos a não sermos legalistas, mas a sermos capazes de seguir Jesus com simplicidade pondo em prática as suas palavras, como o fizeram de maneira tão diversa os novos santos, com mais ou menos radicalidade, até ao dom total das suas vidas. A eucaristia acabou por volta do meio dia.

Durante a celebração eucarística lembrei-me do Pe. Dehon. Entre momentos de forte comoção e lágrimas, pedi ao Senhor, se for da sua vontade, que o nosso fundador seja beatificado, para maior honra e glória do Coração de Jesus, pois foi por Ele e para Ele que o nosso fundador trabalhou incansavelmente.

Um abraço fraterno para todos os confrades e amigos.

P. Joaquim António (Quim To)