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Muito se disse e escreveu e muito se dirá e escreverá acerca do Papa Francisco. As opiniões nem  sempre são coincidentes e é natural que assim seja. Uma coisa parece certa: o Papa Francisco não tem deixado ninguém indiferente, tem tocado o coração de crentes e de não-crentes. Pessoalmente, penso que o Papa Francisco tem sido uma bênção, uma verdadeira inspiração para a Igreja e para a Humanidade.  

Passam hoje cinco anos sobre um acontecimento extraordinário na história da Igreja: era eleito um Papa que vinha do fim do mundo, da América Latina, para ocupar o lugar deixado vago pela resignação – também ela histórica – do Papa Bento XVI. O Papa Bergoglio era o primeiro jesuíta a assumir a missão e escolhia o nome Francisco, para que fosse o pobre de Assis a inspirar o Pontificado que então iniciava. E tem sido assim ao longo destes 5 anos!

O Papa Francisco cativa e inspira pela simplicidade e humildade, pelo sorriso e pela proximidade. Disse desde o início ao que vinha, quando nos apresentou as linhas programáticas do seu Pontificado na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: queria uma Igreja mais pobre e mais simples, mais viva e evangelizadora, mais materna e acolhedora, mais envolvida e empenhada em todas as grandes questões que afetam a nossa Humanidade de hoje. Pediu-nos para construir uma Igreja em saída, uma Igreja que viesse para as praças e para as ruas, onde a vida acontece, onde é mais necessário e urgente que chegue a alegre notícia do Evangelho; que não deixássemos nada nem ninguém para trás, que nos interessássemos por tudo o que diz respeito à vida humana, que abraçássemos as causas da justiça e da paz, da dignidade intrínseca de cada ser humano, do respeito e defesa da integridade da criação, dom de Deus para todos; que não nos ocupássemos a construir fortalezas para proteger a Igreja, como se de um museu se tratasse e que seria necessário preservar a toda a força, mas que, pelo contrário, fôssemos capazes de nos desfazer de estruturas obsoletas e deixássemos para trás o “sempre se fez assim”, para arriscar caminhos novos, inovadores, criativos e empreendedores.

Francisco quer uma Igreja que seja hospital de campanha, que esteja sempre em estado de alerta e de emergência, capaz de sujar as mãos com as dores que oprimem e marginalizam tantos milhões de irmãos inocentes. Com a força do Espírito Santo e a proteção de Maria, Senhora de Fátima e nossa Mãe, possamos ser capazes de corresponder a estes desafios do Papa Francisco. E que nunca deixemos de rezar por ele, como ele nos pede insistentemente, para que possa continuar a ser uma voz profética e credível neste mundo tantas vezes ferido e dilacerado.

P. José Agostinho Sousa