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Missão cumprida! O objetivo sonhado atingiu hoje o seu auge: a inauguração do parque infantil, com a presença das mais destacadas individualidades de Luau. Desde o pretérito dia 2 de setembro, em que a aventura se iniciou com passagem e paragem forçada em Frankfurt, e rumou-se a Luanda no dia 3.

A missão era de construir um parque infantil na escola de Santa Teresinha em Luau, na província de Moxico, em Angola, e nasceu no seio da Associação dos Antigos Alunos do Seminário Missionário Pe. Dehon, e foi acarinhada por muitos amigos desta casa e apadrinhada pela ALVD.

Em direção ao Luau, a passagem por Viana não deixou de marcar os membros desta missão Luau 2018, pois além da realidade missionária, podemos verificar in loco as venturas e desventuras dos habitantes destas realidades periféricas de Luanda.

Luena, terra cheia de encanto, ainda com uma arquitetura bem cuidada e de sabor antigo. A missão dehoniana em Luena, podemos constatar, está inserida num meio muito pobre, com bairros de lata e necessitados de tudo.

Nesta terra tivemos oportunidade de contactar com os naturais inseridos na paróquia, a qual presta assistência a alguns bairros periféricos. O apoio religioso e pastoral é prestado pelo Pe. Jorge Alves e pelo Pe. Amaro Vieira. A falta de água é constante nestes bairros, sendo a missão que vai fornecendo este precioso e tão necessário bem.

Seguiu-se o ambicionado projeto de Luau. O contentor, chegado no mês anterior com todo o material de apoio, já estava no sítio.

O recinto do parque já estava iniciado. O seu mentor e “arquiteto”, o Pe. Joaquim Freitas, que além de missionário, é também diretor da escola Santa Teresinha, iniciou o sonhado parque.

Foram duas semanas e meia, repletas de trabalho e aprendizagem. O prazer de o construir, fez esquecer o cansaço. Os estímulos foram muitos, a alimentação foi excelente. A noite chegava cedo para o merecido repouso.

Carrelas de terra, buracos preenchidos a cimento, esquemas bem planeados pelo “chefe”. Pinturas, retoques às peças fabricadas na serralharia da missão.

Pinturas das armações nos muros dos parques, das balizas, das marcações das linhas do campo de futebol. Verdadeiras descobertas das aptidões dos voluntários. Nas refeições, sempre a horas, teve-se a companhia, além do Pe. Joaquim, do Pe. Manuel Jardim. Missionário responsável pela pastoral de cerca de 20 bairros, alguns a mais de 100km da sede, que são percorridos de motorizada, muitas vezes por trilhos no meio de mato. Um luxo bem diferente este dos trilhos, pois em Madagáscar os caminhos eram percorridos a pé … durante mais de 30 anos!

Aos domingos, na igreja matriz, destruída durante a guerra, e reconstruída pela Missão, assistiu-se à celebração eucarística com a igreja repleta de paroquianos com as suas roupas típicas e de festa.

Num dos dias fomos assistir a um casamento na “igreja” de Luemba, bairro que dista cerca de vinte quilómetros de Luau e é composto por barracas, palhotas e outros edifícios tradicionais.

Aqui fomos obsequiados com um almoço de “luxo”… O tradicional funge (mandioca) oferecido pelo noivo.

Muito haveria para dizer, mas os relatos quase diários, acompanhados por fotos elucidativas, foram colocadas na nossa página no Facebook: “Missão Luau 2018”, onde foi relatado detalhadamente o dia a dia desta iniciativa da nossa missão em Luau.

Após a inauguração do parque, as crianças da nossa escola de Santa Teresinha levaram recordações, brinquedos, roupas e chapéus provenientes de Portugal; a todos os que partilharam, o nosso obrigado.

Missão cumprida! Há que fazer as malas, e seguir para Saurimo, depois Luanda e regresso ao Porto.

Até para o ano!

Os voluntários

Armindo Pinto, José Quintas, José Sobral Torres, Marta Bessa, Pe. António Loureiro

 

 

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