início início congregação congregação província província comunidades comunidades pessoas pessoas pastoral pastoral
bilbioteca biblioteca agenda agenda/efemérides opinião opinião ligações  ligações
arquivo
 
Ano 2014
Ano 2013
ano 2012
ano 2011
ano 2010
ano 2009
ano 2008
ano 2007
ano 2006
ano 2005
ano 2004
ano 2003
ano 2002
12/03/2008
o mistrio do sepulcro vazio imprimir

Tive este ano a oportunidade, que para mim foi na verdade, uma graça providencial, de ir participar num retiro/convívio para sacerdotes, organizado pelo Caminho neocatecumenal, na Domus Galilaeae, uma casa para encontros, situada no monte das Bem-aventuranças, junto do Mar da Galileia.
Para todos os que foram já em peregrinação à Terra Santa, pisar aqueles lugares por onde o Salvador passou é sem dúvida uma vivência única, quase de arrepio, porque tudo aquilo faz parte do nosso imaginário cristão. Visitando e rezando naqueles lugares, é tocante pensar que tudo começou ali.
Houve três lugares cuja visita me emocionou especialmente: a Igreja da Anunciação, em Nazaré; a Igreja do Getsémani, em Jerusalém, e o Santo Sepulcro.
Na Igreja da Anunciação escutámos uma belíssima catequese sobre o mistério da Incarnação e celebrámos a eucaristia naquele espaço, outrora preenchido pelas paredes da Santa Casa, que agora se encontra no Loreto, em Itália. E aquele gruta, a casa de Nossa Senhora, a evocar o momento no qual a Virgem Maria escutou a mensagem divina e respondeu aquele sim, que desfaz o não de Eva, como lembra a meditação patrística e medieval, e tão bem representada em tantas pinturas, que mostram o anjo suspenso no ar, como a sugerir a divina suspensão da respiração, e de toda a humanidade na expectativa da resposta da Virgem ao desígnio de Deus a respeito dela.
O outro momento muito intenso foi a eucaristia celebrada na Igreja do Getsémani, contemplando aquela pedra onde, segundo a tradição, o Senhor, na noite da sua paixão, terá suado sangue, na luta contra a tentação: que se afaste este cálice…, mas que não se faça a minha, mas a Tua vontade, ó Pai, escutamos nos evangelhos. É sem dúvida um dos momentos mais densos e sublimes da história da salvação, e tão importante na espiritualidade cristã, sendo em algumas tradições um dos momentos chave de vivência do carisma e fonte de inspiração para a acção.
Finalmente, o Santo Sepulcro. Ele ali está, quase perdido no meio de todas as estruturas com que ao longo dos séculos a piedade cristã, na pluralidade dos seus ritos, o foi “protegendo”. O sepulcro vazio está ali como um «sinal» daquela hora em que a morte foi vencida, porque Aquele que havia sido crucificado numa elevação poucos metros acima (e onde é possível ainda tocar com a mão o buraco da pedra onde esteve o madeiro vertical da cruz), e cujo corpo havia sido ali colocado, ressuscitou, os restos mortais não se encontram, e quem quiser encontrar o seu corpo, vivo, não morto, deve reconhecê-lo na Igreja, nos sacramentos, nos cristãos, em cada homem, nosso próximo e nosso irmão.
Esse “corpo” que o Senhor, no Cenáculo, havia anunciado que seria entregue, cujo sangue seria derramado, dado como bebida, para a remissão dos pecados.
Em cada ano, a Igreja celebra estes mistérios na Páscoa, e durante o ano ao ritmo de cada domingo, de modo que toda a vida da Igreja decorre como memória deste mistério, cujos sinais históricos é possível encontrar-se ainda hoje, apesar de tudo o que ao longo destes dois mil anos tem acontecido, nos lugares santos.
Nós vivemos desta memória. Como é urgente que os mistérios pascais que neste mês celebrámos sejam para nós uma renovação profunda da mente e do coração, e se transforme em vida, e fermente esta sociedade cheia de problemas e de contradições, talvez porque apressadamente facilmente esqueceu e afastou dela a memória de Deus, e depois vem a lamentar-se, porque se sente abandonada. Porque no princípio, em Belém, não tiveram para Ele lugar na estalagem; em Jerusalém crucificaram-n’O; e uma certa cultura contemporânea, pretensamente laica, não quer os seus sinais nos espaços públicos, com a cumplicidade de tantos de nós que nos envergonhamos de ser o que somos

José Jacinto Ferreira de Farias, scj
Joseffarias@netcabo.pt


comunidades últimas opinião
12/02/2014
O estilo de Deus
12/08/2013
Santos que estejam no mundo, sem ser mundanos
28/03/2013
Meditao em Sexta-feira Santa
14/03/2012
A permanente actualidade da parbola do filho prdigo
21/01/2012
Quando a pessoa degradada a objecto de troca ou de aluguer
11/10/2011
Um corao capaz de escutar
30/12/2010
Com Bento XVI, reaprender as coisas essenciais
03/01/2010
As quatro vindas do Senhor
15/11/2009
Os espaos pblicos so de todos
11/12/2008
o menino que se esconde no pobre

© Sacerdotes do Coração de Jesus - Dehonianos
R. Cidade de Tete, 10   .   1800-129 Lisboa - Portugal   .   Telefone: 218 540 900   .   E-mail: portugal@dehonianos.org
webmaster:
zeferino policarpo   -   zino@dehonianos.org