Print Friendly, PDF & Email

(iniciador da presença dehoniana portuguesa em Madagáscar)

Nasceu a 02-09-1944 na freguesia de Santo Espírito, Ilha de Santa Maria, Açores. Em 1956, entrou no Colégio Missionário, no Funchal. Em 1959, transitou para o Instituto Missionário, em Coimbra. Fez o noviciado em Aveiro, professando a 29 de Setembro de 1963. Estudou Filosofia em Monza (Itália). Fez estágio no Colégio Missionário e no Seminário Pe. Dehon. De 1967 a 1971, estudou Teologia em Bolonha, Itália. Foi ordenado sacerdote a 4 de Julho de 1971 no Seminário Pe. Dehon que nesse dia era oficialmente inaugurado por D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. No mesmo ano de 1971, partia como missionário para Moçambique, indo trabalhar na Escola Apostólica de S. Francisco Xavier, em Milevane. Foi chamado para Portugal em 1974, sendo nomeado Director Espiritual no Seminário Pe. Dehon. Em 1982, partiu para Madagáscar para inaugurar a presença dehoniana portuguesa nessa ilha. Depois de dez anos de trabalho missionário, foi enviado para Roma a fim de fazer um curso de Teologia da Vida Religiosa. Concluiu os estudos em 1994, regressando nesse mesmo ano a Madagáscar para se encarregar da formação dos jovens religiosos. Em 1997 foi-lhe diagnosticado um cancro na garganta, obrigando-o a regressar a Portugal para se tratar. Entretanto foi nomeado Secretário Provincial. Tendo-se agravado a doença, por insistência dos seus familiares, foi para os Estados Unidos da América, em Julho de 1998, para tentar curar-se lá. Acabou por falecer em East Providence, junto da família, a 1 de Novembro de 1998.
O Pe. Bairos era um homem calmo, com grande serenidade interior, cativando quem com ele convivia. Foi um verdadeiro religioso e sacerdote, identificando-se plenamente com a espiritualidade e o carisma do Pe. Dehon. A sua vida foi profundamente marcada pelo serviço às missões, primeiro em Moçambique e depois em Madagáscar, onde realizou um trabalho notável, que ficará para sempre ligado ao seu nome e à sua memória .

Pensamento do Padre Dehon

“As obras do Instituto são muito variadas. Referem-se sobretudo à pregação e ao ensino, com especial preferência pelas missões longínquas, que exigem generosos sacrifícios. Devem, no entanto, os nossos religiosos, no seu zelo pelas obras, reservar todos os dias o tempo prescrito para as suas práticas de piedade e, particularmente, para a adoração reparadora” .
“Aspiramos rever uma sociedade cristã, com as suas instituições liberais e democráticas, com a prática da justiça e da caridade para com todos, com o culto público e social de Cristo redentor. Mas é preciso merecer esta ressurreição… Se queremos que Deus volte a levantar a sociedade cristã francesa, preparemos essa graça com as virtudes sociais” .

[ Fernando Fonseca, scj ]