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A comunidade da Casa geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus, em Roma, assinalou o 150º aniversário da ordenação presbiteral do seu Fundador com uma peregrinação ao Pontifício Seminário Francês, onde o Padre Leão Dehon recebeu a sua formação sacerdotal e viria a celebrar a sua Missa Nova, na presença dos seus pais, no dia a seguir à sua ordenação.

À chegada, o Reitor do Seminário Francês, deu as boas-vindas, apresentou alguns espaços da casa e expôs, em linhas gerais, o momento atual da comunidade formativa daquela instituição.

Foram dois os momentos principais desta peregrinação. Um primeiro momento, mais formativo, foi orientado pelo P. Stefan Tertünte que, com alguma emoção, fez uma bela reflexão sobre a forma como o Fundador entendia o sacerdócio, onde sobressai antes de mais, a forte dimensão espiritual do sacerdócio em estreita relação com a Eucaristia. Mas, como notava o orador, Dehon foi para além deste cariz espiritual do sacerdócio, não apenas pelo perfil social que assumiu, mas também pela forma como viveu o sacerdócio em favor dos outros. Notava-se que o Fundador desenvolveu uma espiritualidade e uma vivência do sacerdócio muito próxima daquilo que a teologia contemporânea chama o sacerdócio comum. Por isso, o P. Stefan deixou o desafio de trilhar caminhos de aprofundamento da “proposta de uma forte tonalidade sacerdotal da nossa Vida Religiosa” como modo de corresponder à vivência sacerdotal do Padre Dehon.

Segundo momento forte da peregrinação foi a celebração da Eucaristia, presidida pelo Superior Geral da Congregação. Há que salientar de novo a componente emotiva do momento, por ter lugar na capela onde Leão Dehon tinha celebrado a sua Missa Nova com os pais. Não faltaram momentos de releitura de escritos do Fundador sobre aquilo que significou para ele a ordenação presbiteral. Na homilia o Padre Carlos Luis Suarez desafiava a aliar a dimensão institucional e cultual do sacerdócio à graça do carisma. Mostrava como este foi o caminho do Padre Dehon e como este deve ser o caminho de todos os Dehonianos que são “guardiães do carisma recebido pelo Fundador”.

Ricardo Freire, scj

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