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Conta-se que certa vez um filósofo cruzou-se com as crianças que vinham da catequese.
– O que é que aprenderam hoje?
– Hoje aprendemos o mistério da Santíssima Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
– Ena pá, com tanta gente! E qual deles é o mais velho?
– As pessoas divinas são eternas portanto em Deus não há idade.
– Então o pai não é mais velho do que o filho? Insiste o filósofo.
– Claro que não. Aprendemos que há um só Deus em três pessoas iguais e distintas.
– Então diz-me lá. O teu pai não é mais velho do que tu?
– Não senhor…
– São essas mentiras que vão aprender à catequese? Olha, o meu pai é mais velho do que eu.
– Pois fique a saber que o meu não. O meu pai é há tanto tempo meu pai como eu sou seu filho. Enquanto eu não fui filho dele, ele não foi meu pai.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, ao Deus que é, que era e que vem, como era no princípio, agora e sempre.
As pessoas divinas não são três deuses porque o cumprimento, a largura e a profundidade dum corpo não são três corpos; nem a raiz, o tronco e os ramos não formam três árvores; como a forma, a cor e a fragrância da flor não fazem três flores. Assim Deus não se contenta em relacionar-se com o Homem apenas como Pai, mas também como irmão, por Jesus Cristo, e como Espírito vivificante. 

Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com