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A Congregação possui mais de 40 entidades: Províncias, Regiões e Distritos. Em África existem 7 entidades com um total de 339 membros; na América do Norte, 2 entidades com 113 membros; na América do Sul, 9 entidades com 482 membros; na Ásia, 6 entidades, com 315 membros e na Europa, 16 entidades com 879 membros.

A Congregação conta, portanto, com 2136 religiosos. A Europa é o continente que mais missionários tem a trabalhar fora: 215. Segue-se a América do Sul com 97, a África com 67, a Ásia com 57 e a América do Norte com 5.

Verificamos que a Congregação está a envelhecer no hemisfério Norte, enquanto que, no Sul, desenvolve-se com grande dinamismo. Esta realidade, associada aos novos padrões de organização da sociedade, pede que a Congregação seja cada mais internacional, através do intercâmbio de pessoas entre as diversas entidades, tendo em vista reforçar o espírito fraterno e a mútua colaboração em projetos comuns.

Para continuar a fazer este caminho de abertura à internacionalidade, impõe-se, também, uma mudança de mentalidade que predisponha cada religioso Dehoniano a acolher no seu país o confrade que vem de fora e que, por sua vez, esteja também disposto e disponível para partir em missão, se necessário. Isto implicará, da parte das entidades da Congregação, uma abertura maior à colaboração e um maior esforço de coordenação das iniciativas e projetos comuns.

O carisma profético que herdámos do Padre Dehon, “coloca-nos ao serviço da missão salvífica do Povo de Deus no mundo de hoje” (Constituições, 27). Depois desta “viagem”, constatamos que a Congregação está verdadeiramente disponível para servir a Igreja e o mundo conforme as necessidades mais prementes da realidade social e eclesial de cada país e das comunidades Dehonianas que formam as diversas entidades da Congregação. Isto faz com sejam tão variados os serviços apostólicos que nos caraterizam nas diversas latitudes do planeta. Como prioridades, identificamos duas atividades pastorais que são comuns a toda a Congregação: a formação dos religiosos e dos sacerdotes e as missões. Depois segue-se um elenco quase interminável de atividades pastorais: o apostolado paroquial; a pastoral das vocações e da juventude; o ensino nas suas diversas vertentes, desde a infância até à universidade; o ministério junto dos pobres e humildes (tóxico-dependentes, crianças, idosos, doentes); a comunicação social; a animação espiritual, através de cursos, retiros, etc.; a formação dos leigos; a pastoral universitária; a promoção da justiça social e da paz; as novas formas de presença que facilitam o diálogo ecuménico e inter-religioso e a proximidade com o mundo da cultura.

Damos graças a Deus por tudo aquilo que o carisma recebido do Padre Leão Dehon nos tem permitido realizar na Igreja e no mundo ao longo destes anos de existência da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus. A atenção aos desafios e à novidade própria de cada tempo, convidam-nos a reavivar e a atualizar constantemente o carisma para sermos profetas do amor e servidores da reconciliação dos homens e do mundo em Cristo (Constituições, 7). Sabemos também que “a nossa opção pela vida religiosa, para que se mantenha viva, exige o encontro frequente com o Senhor na oração, a conversão permanente ao Evangelho e a disponibilidade de coração e de atitudes, para acolher o Hoje de Deus” (Constituições, 147).