À procura de nós

Aqui estamos outra vez, em La Capelle. A preparação mais intensiva para acontecimento tão importante como é a Profissão Perpétua é pretexto justo e suficiente para rumarmos a La Capelle, à procura de beber nas fontes das nossas origens, a tentar descobrir melhor e no lugar próprio as raízes do nosso Fundador e da nossa Congregação.
Foi longo, muito longo o caminho percorrido para aqui chegar. Primeiro foi a viagem até Madrid, para buscar os que lá tinham estado uma semana, mais os nossos confrades espanhóis que iriam fazer a viagem connosco. Depois foi a longa viagem até Puente La Reina e no dia seguinte a muito longa viagem dali até aqui, bem no Norte de França, paredes-meias com a Bélgica.
Viver por algum tempo na mesma casa que viu nascer e crescer Leão Dehon, percorrer alguns dos caminhos que pela certa trilhou, respirar os ares sãos e puros destas terras são motivos mais do que suficientes para estarmos felizes e, quiçá, até algo emocionados. É diferente conhecer in loco e conhecer de apenas ouvir falar.
Com a ajuda de alguns confrades mais especialistas nestas coisas do Fundador, da sua vida e do seu contexto, esperamos sair daqui mais enriquecidos e mais sábios. Nestes primeiros dias é o Pe Stefan Tertünte que vai partilhando connosco muito do seu saber, falando-nos da “Experiência de fé do Pe Dehon. Contexto social, eclesial e familiar.”
Quem e quantos somos? Os candidatos à Profissão Perpétua são onze: 4 de Portugal, 3 de Espanha, 2 dos EUA e 2 brasileiros vindos da Alemanha. O resto do staff é composto pelo conferencista atrás nomeado, pelo Conselheiro Geral, Pe Claudio Dalla Zuanna, o nosso anfitrião, Pe Pedro Verdú e por 3 formadores: Pe Jim Walters, dos EUA, Pe Salvador Elcano, de Espanha e eu próprio. Ao longo dos próximos dias haverá algumas mudanças, porque o conferencista de serviço irá mudar e o Conselheiro Geral irá para outras tarefas.
A vida por cá corre bem. O pessoal está entusiasmado. A confusão das línguas não se tem sentido muito, porque a maior parte percebe português e espanhol e vai arranhando o francês, sobretudo porque é normalmente falado muito pausadamente.
A final do campeonato do mundo não passou despercebida por estas paragens. É verdade que estamos em França, mas não está nenhum francês entre nós. Talvez por isso ninguém tenha levado a mal que tivéssemos festejado de forma entusiasta a vitória da Itália…
Voltaremos a dar notícias nos próximos dias, depois das visitas guiadas que faremos a La Capelle e a St Quentin, oportunidades para conhecermos ainda melhor os lugares de nascimento e vida do nosso Fundador. Continuamos a contar com a vossa oração e a vossa amizade fraterna.

| José Agostinho, scj |