De Mananjary a Ifanadiana

Passei estes últimos dias em Mananjary, na companhia de D. Alfredo Caires e do Padre Joaquim António, bem como de diversos padres da Diocese que frequentam a residência episcopal, do pessoal de serviço e de alguns cooperantes e voluntários europeus que por aqui se encontram e com quem partilhamos a mesa todos os dias.

Escrevo estas linhas na manhã de sexta-feira, 20 de outubro, numa altura em que me preparo para deixar Mananjary e partir para Ifanadiana, onde este fim-de-semana iremos celebrar os 25 anos da inauguração da igreja, obra construída pelos missionários dehonianos portugueses, precisamente no lugar onde começámos a nossa missão, nos inícios dos anos 80 do século passado.

A passagem por Mananjary permitiu-me conhecer muitas das obras da Diocese ou outras em que a Diocese participa ou colabora ativamente, bem como o imenso trabalho que é realizado pelos nossos Confrades D. Alfredo Caires, bispo da Diocese, e Padre Joaquim António, ecónomo diocesano. É incrível a capacidade que estes Confrades revelam de se desdobrar em mil e uma tarefas e atividades, com tempo para acolher os muitos que não se cansam de bater à porta ou de telefonar.

Visitei escolas, hospitais, centros de acolhimento para crianças e jovens órfãos, gémeos, deficientes, que são abandonados, marginalizados e rejeitados pela família e pela sociedade. É graças à Diocese e a pessoas e associações parceiras que todos estes últimos da sociedade malgaxe têm lugar e voz. Sabemos o quanto estamos ligados a estas instituições e obras, pela partilha que nós e os nossos amigos e benfeitores fizemos ao longo dos anos. A grande obra em construção é agora o hospital Santa Ana, para o qual também já muito contribuímos.
Pude também sentir de perto a economia local, através das viagens que fiz pelos canais que atravessam a região (Pangalana) e pelas ruas da cidade. Passei sobretudo pela foz do rio Mananjary e suas aldeias e vi de perto a vida dura que levam os pescadores que quotidianamente lutam pela sobrevivência das suas famílias.

Contactei também diversos Institutos religiosos, tanto femininos como masculinos, que prestam um serviço precioso à Diocese e à sociedade de Mananjary.

Agora estou de regresso a Ifanadiana, onde certamente haverá muito para contar.
Espero que este fim-de-semana especialmente dedicado às Missões seja vivido intensamente por todos vós.

P. José Agostinho Sousa