Festas (e feiras) de Solidariedade Missionária

Dia Mundial das Missões no Porto

“Festas?!… Feiras de Solidariedade Missionária?!…” Já foi uma e vem aí a segunda, já a seguir, no próximo domingo. Depois, haverá mais para o ano, no Seminário em Rio Tinto.
Entretanto, em Betânia, é que é já, a seguir, porque haverá “feirinhas intermédias”, sendo a primeira já na tarde do dia 13, segundo domingo de Novembro… E haverá “feirinhas permanentes” (sempre para ajudar as missões), em alguns locais já habituais: Lojinha de Betânia, casa da Animadora D. Maria do Rosário, de Tabuado, Marco de Canaveses, casa da Animadora D. Isabel, de Grijó, na casa da Animadora D. Lurdes, do Rego, Celorico de Basto, no adro da Igreja de Sandim, no fim da Missa de domingo, uma vez por mês.
As festas deste ano foram particularmente solenes, e não fosse ser suspeito no julgamento, diria mesmo que foram as melhores de sempre, não pela presença de algum missionário, porque, infelizmente, não aconteceu, mas pela grande afluência de pessoas, pela variedade de produtos na feira, pela multidão de milhares de pessoas, que veio viver connosco esta jornada missionária, pela variedade de produtos na feira, pelos dois “restaurantes” improvisados, pelo bar, pela creperia, etc., etc., etc.
Na missa, presidida pelo responsável pelo Serviço de Apoio às Missões e concelebrada pelo Padre João Manuel, superior da comunidade dehoniana de Betânia, à homilia, o presidente referiu-se à mensagem do Papa e à mensagem do Superior Provincial, falando do Missionário como alguém que se deixou cativar por um projecto de construção do Reino e que leva não só o Pão Partido da Palavra e da Eucaristia, mas se leva a si próprio e se entrega como Pão que se parte e reparte, para que todos possam beneficiar da sua vida. E, como missionário é tanto quem parte como quem, na retaguarda, participa da mesma missão do missionário, pela oração e pela recolha de dons para as missões, também os grupos missionários são chamados a esta vivência de vida imolada pelo Reino.
Os grupos corais são dos extremos: Assim, no primeiro domingo, a Missa foi cantada pelo Grupo Coral de Reformados e Pensionistas da Foz do Sousa, Gondomar. No segundo, dia 30, terá uma nota de grande jovialidade, no Grupo Coral Infantil e Juvenil de Vila Boa de Quires.
Animaram a tarde de convívio o Tino de Rans, Jovens de Gandra (encenação), D. Alice da Trofa (fado), Animadoras de Astromil (teatro), Adolescentes de Maureles (comédia), Animadoras de Rebordosa (jogral), Ranchos de Gandra, Zebreiros, Cristelo e Vilela. O Tino fartou-se de dar autógrafos, cantou e “abanou” com as dezenas de crianças que subiram ao palco, fez leiloar um exemplar da sua auto-biografia “De palanque em palanque”, que rendeu quase oito contos. Mas o nosso leiloeiro de serviço não se ficou por aí e leiloou tantas coisas, para além de cantar fados.
Feitas as contas, há um resultado bem à vista: As pessoas foram muito generosas.
O SAM agradece às pessoas, firmas, entidades e grupos que colaboraram e estiveram presentes, tal como a todas as pessoas que animaram as festas.
Soube que passou por lá um pároco, que ficou pasmado com o que viu, e aproveitou para comprar já dois Meninos Jesus, para a sua Igreja e Capelas.
O espaço da feira (ginásio e arredores internos e externos) estava bem recheado: roupas e calçado, comidas e bebidas, utensílios e brinquedos, produtos do campo, artigos religiosos, de desporto e de decoração, livros de material escolar, móveis e afins, etc.
Pedia na Mensagem Missionária de Outubro: “Entusiasmo Precisa-se”. E, graças a Deus, entusiasmo foi coisa que não faltou. Que ninguém o perca, que o Reino precisa do entusiasmo e do trabalho de todos.

| António Augusto, scj |