Sexta-feira, 26 de Setembro de 2003. Último dia das Jornadas de Pastoral Juvenil. Cerca de meia centena de participantes reuniram-se na Sala de Conferências da Paróquia da Boavista (ao Foco) para aprofundar o tema proposta pelo conferencista para este noite: A relação solidária cuja finalidade é criar um "mundo comum" entre as pessoas, que torne possível a unidade, sem deixar que cada um desenvolva as suas originais características individuais.
A relação solidária assenta na comunicação autêntica entre os elementos do grupo. O feed-back dá à interacção a base necessária para construir uma comunicação autêntica, mas não consente, por si só, essa a comunicação. A comunicação autêntica requer quatro passos ou objectivos intermédios: 1) Reconhecimento e aceitação, por parte da pessoa, da própria identidade pessoal e do próprio projecto pessoal de vida; 2) Reconhecimento e aceitação dos limites que a realidade nos põe; 3) Reconhecimento e aceitação integral dos outros, a sua identidade e seus projectos de vida; 4) Assumir uma atitude cooperativa.
Para atingir cada uma destas etapas é necessário que a pessoa tenha em conta, na sua comunicação, três comportamentos: 1) evitar qualquer juízo de valor sobre os outros; 2) não aplicar etiquetas aos outros; 3) superar a consideração do Eu e o Tu que entram em comunicação como uma aproximação mais ou menos acidental de duas entidades separadas. O Eu e o Tu podem entrar em comunicação porque existe um Nós (natureza, sociedade, cultura) que antecede o Eu e o Tu.
A comunicação autêntica, para se realizar plenamente, deve atingir um objectivo ulterior. Isto é, deve ser enriquecida pela dimensão típica do diálogo. A dimensão dialógica é a única forma de comunicação humana que respeita e valoriza a diversidade dos intervenientes na comunicação.
O Pe. Juan concluiu a sua conferência afirmando que a comunicação promovida pela animação deve ser interactiva, autêntica, solidária e dialógica.
Antes do intervalo o orientador entregou a cada participante uma ficha para avaliação destas Jornadas. Esse trabalho foi feito em grupos, seguindo-se o plenário onde cada grupo salientou os aspectos principais da sua avaliação.
Após o curto intervalo o encontro assumiu um carácter mais descontraído. O digníssimo júri do Concurso de Capas, premiou a capa mais bonita das Jornadas. De seguida procedeu-se à entrega de diplomas a todos os participantes. As VI Jornadas de Pastoral Juvenil terminaram com um alegre convívio onde não faltaram as saborosas guloseimas trazidas por cada um…
Para o ano há mais, se Deus quiser!
| Zeferino Policarpo, scj |