Mensagem de Angola do P. Amândio

Gostaria de partilhar convosco este momento tão esperado. Antes de mais, e numa atitude de Acção de Graças, louvo a Deus pela abertura da Congregação a esta missão de Angola, e por ter encontrado confrades que encarnam aquilo que o P. Dehon pensava sobre as missões: uma forma sublime de se aproximar do outro, de abrir-se ao diálogo com outras culturas e de anunciar a Boa Nova de Jesus.

Louvo a Deus por cada dificuldade que encontrei em todo este processo, que ainda não terminou. Senti-as como oportunidades de purificação e aprendi a entregar tudo nas mãos de Deus, cada dificuldade, cada surpresa, cada decepção e cada bênção. Tantas vezes exigimos que as coisas aconteçam da forma como queremos, esquecendo-nos que Deus também se serve das pequenas coisas para nos educar e formar.
A viagem correu bem. À nossa espera estava um clima quente. Mas rapidamente me explicaram que é mesmo assim nesta altura.
Do aeroporto fomos directamente para a nossa Paróquia de Nossa Senhora do Rosário e muitos eram os motivos para os grandes festejos: encerramento da visita pastoral, Baptismos (algumas já avozinhas), primeiras comunhões e Crismas. Com a vibração e empenho que cada um colocava na sua tarefa, sentia-se que eram comunidades vivas, graças a todo o trabalho desenvolvido pelos Dehonianos e Irmãs, tanto elogiados pelos Bispo nas suas intervenções. Escusado será dizer que esta celebração não teve relógio, e belo é sentir que o povo reza, canta, dança, silencia e entra em intimidade com Deus, onde o tempo é comandado pelo Senhor do tempo. Foram mais de três horas que passaram num ápice. Depois do almoço festivo e de uma primeira aproximação às iguarias e especialidades angolanas, há que repousar um pouco. Antes do jantar, ainda deu para conhecer mais uma comunidade de irmãs, desta vez as Canossianas. Aqui está a decorrer o primeiro encontro de jovens canossianos, o P. Vicente e eu fomos celebrar a Eucaristia vespertina de Pentecostes.
E fico por aqui, neste primeiro dia de muitos que, com a graça de Deus, se seguirão.
Valeu a pena passar por tudo aquilo que o P. Provincial chamava, na última carta-email, de burocracias e empecilhos. Porque Deus nunca se esquece daquele que chama, e senti isso na pele e o quanto nunca se esqueceu!
Que o Espírito Santo desça sobre cada um de nós, enchendo-nos com aquele dom que mais precisamos neste momento, para desenvolver com fidelidade, amor e entrega tudo aquilo que Deus diariamente coloca diante de nós.
Vem, Espírito Santo!
Vem e desce sobre cada um de nós! Ilumina a nossa vida, a nossa vocação, a nossa mente!
Abraço amigo.

Luanda, 26 de Maio de 2007

| Amândio Rocha, scj |