Música, uma linguagem da vida

Diz uma história judaica que quando Jacob fugia a Esaú, o seu irmão enganado, teve uma visão.

Tratava-se duma escada que se apoiava na terra, e cujo topo tocava o céu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Pois bem, entretanto, os anjos esqueceram-se de retirar a escada e, desse modo, ficou ela a ligar o céu e a terra. Tornou-se então a escala musical, através da qual, ainda hoje, Deus pode descer e falar-nos a nós e nós subirmos ao céu para Lhe falar a Ele!

Foi com esta história, contada na homilia, da eucaristia, que deu início a mais uma Noite 4×4 no Centro Dehoniano, um centro onde se reúnem jovens universitários, com o tema “Música, uma linguagem da vida”. O convidado foi o Salvador Seixas que já participou em alguns programas como o The Voice, já atuou em musicais e atualmente tem parcerias musicais com os D.A.M.A. e Mia Rose. Orientaram esta conversa dois universitários que também partilham o gosto e a paixão pela música, a Ana Teresa Castro e o António Allen.

O Salvador foi “encontrado” pela música precisamente em campos de férias. Depois desta experiência, a música passou a ter cada vez mais sentido na sua vida. As coisas foram acontecendo, sempre a tentar conciliar uma vida cheia e preenchida: a carreira musical, a vida familiar e académica, e a dimensão mais espiritual da vida, com a experiência de voluntariado na Guiné, que o marcou profundamente.

Durante esta conversa, simples e divertida, partilhou a responsabilidade que sente por fazer algo de bonito que chega às pessoas, sobretudo aos jovens; o estar em palco, sendo sempre fiel a si mesmo. Está convencido que a música é um meio pelo qual podemos partilhar aquilo que acreditamos.

Depois de alguns momentos descontraídos, o Salvador ajudou-nos a olhar para a música, no interior da Igreja, como uma linguagem motivadora para o encontro com Deus. Se gostaria de mudar algo na música dentro da Igreja? Sim; apenas acrescentaria ainda mais música nas nossas celebrações. Neste sentido, o Salvador partilhou que já colocou ao dispor as suas qualidades artísticas em musicais de cariz religioso: “Calcutá”, o musical que dá a conhecer a grande mulher que foi a “Mãe dos Pobres”, bem como o Musical “PARTIMOS. VAMOS. SOMOS.” dos 300 Anos do Patriarcado de Lisboa. São experiências artísticas que o marcaram espiritualmente, em que sentiu a presença de Deus e o impulso de anunciar aquilo que acredita aos outros jovens.

Nesta conversa o Salvador não só nos presenteou com a sua experiência de vida, mas, tão esperado pela juventude, com a sua música, ajundando-nos a compreender que é preciso criarmos pontes entre a Igreja e a arte, para que novas linguagens possam dizer o grande caudal que brota da fé, transpondo a música para a vida e a vida para a música!

@universitariosdehonianos

 

 

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