Notícias de Angola

“A liturgia ou é bela, ou não é liturgia” (K. Rahner). Foi esta mensagem que ecoou nos ouvidos de todos aqueles que no dia 30 de Novembro participaram na inauguração da “Loja de artigos religiosos” na Casa Padre Dehon, em Viana (Angola). Ao longo deste ano, toda a Comunidade Territorial Dehoniana em Angola sentiu necessidade de concretizar este sonho. Com esta iniciativa procuramos responder às necessidades de uma Igreja local onde escasseavam este tipo de artigos: objectos litúrgicos, paramentos e outros artigos religiosos. Deste modo, surge a primeira loja de artigos religiosos-paramentaria “Dehonianos”. Foi inaugurada por sua Excelência Reverendíssima D. Joaquim Ferreira Lopes, Bispo de Viana.

A cerimónia foi muito simples e ficou marcada pela presença de cerca de meia centena de missionários da Diocese que quiseram juntar-se a nós para assinalar este acontecimento. Logo após os discursos e a bênção, foram abertas as portas e cada participante pôde apreciar os artigos expostos e adquirir alguns.

Embora não tenha sido inaugurada no dia 30 de Novembro, mas em meados do mesmo mês, num outro anexo da Casa Padre Dehon, em Viana, abrimos uma escola de Informática “Dinform@”. Conta com 50 alunos inscritos de diversas faixas etárias do Km9/A e arredores. A dimensão social que tanto era acarinhada pelo nosso Fundador, torna-se agora uma realidade aos olhos daqueles que tanto precisam e anseiam por novos conhecimentos. E isto só foi possível graças a algumas entidades colectivas e individuais, que nos ajudaram através do envio de computadores e outros, e que nos últimos tempos têm colaborado no apetrechamento desta escola, nomeadamente a algumas empresas de Portugal e a Associação dos Leigos Voluntários Dehonianos. A todos esses agradecemos de forma especial.

Peçamos ao Senhor da messe que nos abençoe nestas novas forma de apostolado e que o Venerável Padre Dehon, a quem dedicamos esta obra, nos dê sempre a coragem de sermos espelho do que ele pediu a cada um de nós, seus religiosos: “Não fazermos apenas bem aquilo que fazemos, mas fazê-lo com amor”.

 

Igor André, scj