João Paulo II proclamou 31 novos cardeais – um deles "in pectore" -, a maior parte dos quais fará parte do colégio dos eleitores. Passam assim a ser 135 os eleitores de um futuro Papa, dado que neste momento esse é o número de cardeais com menos de 80 anos.
O Papa leu, com uma voz fatigada, a formula litúrgica que eleva à dignidade cardinalícia os prelados.
Com este consistório, o nono no Pontificado de João Paulo II, o Colégio cardinalício conta com 196 membros, muitos já com mais de 80 anos.
O Consistório realizado no Vaticano reparte os membros dos mais próximos conselheiros do Papa por 58 nacionalidades. Dos 135 cardeais com menos de 80 anos, 66 são da Europa, 24 da América Latina, 14 da América do Norte, 13 de África, 13 da Ásia e 5 da Oceânia. João Paulo II nomeou 130 dos cardeais com direito a voto. Apenas 5 foram nomeados pelo seu antecessor, Paulo VI.
Na cerimónia João Paulo II entregou o barrete cardinalício aos 30 novos. Destes, dois pertencem à Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus: D. Eusébio Oscar Sheid, Arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil) e o bispo recém-ordenado D. Stanislas Nagy, da Polónia.
| Zeferino Policarpo, scj |