(co-fundador da Província Portuguesa)
Nasceu a 04-01-1921, em Bolonha, Itália. Em 1934 entrou nas Escola Apostólica, em Albino. Professou a 29 de Setembro de 1938, vindo a ser ordenado sacerdote a 14 de Julho de 1946. Nesse mesmo ano partiu para Portugal, chegando ao Funchal a 17 de Janeiro de 1947. Aí, com o Pe. Colombo, abriu o Colégio Missionário, a 17 de Outubro de 1947, dando o melhor de si próprio para o seu desenvolvimento. Além da formação dos alunos, o Pe. Canova lançou, para base de sustentação da obra, a “secretaria”. Mais tarde lançaria a de Coimbra e a de Águas Santas, que veio a transitar para Alfragide.
Em 1952, o Pe. Canova veio para Coimbra com o primeiro grupo de alunos para dar início ao Instituto Missionário. Depois de deambular pelo Seminário Maior, Alpendoradas, Colégio Camões e Vivenda Cepas, a comunidade fixou-se no actual edifício. Durante os seis triénios que passou como Superior, em Coimbra, o Pe. Canova lançou a revista “Ecos da minha Terra”, envolvendo na iniciativa os padres e os próprios estudantes.
De 1962 a 1964 foi Ecónomo Provincial. Em 1970 foi nomeado Superior Provincial, exercendo o cargo por um triénio. De 1980, até à sua morte, foi ecónomo e professor em Coimbra.
Faleceu a 6 de Setembro de 1985.
De inteligência penetrante e plurifacetada, o Pe. Canova dava sempre a impressão de homem extremamente culto e sabedor. Com a mesma facilidade e competência com que ensinava latim, interessava-se pela literatura, pela história e sabia matemática e física, com especial predilecção pela electricidade e pela electrónica. Foi o primeiro membro da província a comprar um computador que utilizava para a secretaria e para outros trabalhos.
O seu espírito de fé e a sua união a Cristo tornaram-se manifestos em pequenos gestos do dia a dia, no modo como interpretava as situações mais diversas, na forma como reagia perante aquilo em que via a vontade de Deus, nomeadamente na última doença, e, de modo muito particular, como lia a história da nossa Província: uma história pejada da inconfundível acção da Providência Divina .
Pensamento do Padre Dehon
“O abandono é como que a síntese das virtudes da fé, obediência, confiança e amor. Aquele que crê na Providência de Deus, que se entrega à sua bondade, que O ama e obedece a todas as manifestações da sua vontade, esse pratica a virtude do abandono” .
“O congresso de Bolonha deu uma importante parte da sua atenção ao movimento feminista. Isso é coisa bem moderna, e não podemos criticar os católicos por se arrastarem sempre nas mesmas rotinas. Votamos a organização de grupos de estudos de mulheres e de associações profissionais femininas. Porquê? Catarina de Sena, Rosa de Viterbo, em Itália, Joana d´Arc e Joana Hachette, em França, não fizeram obra má” .
[ Fernando Fonseca, scj ]