O Pe. José Rota nasceu em Lallio (Bérgamo – Itália) a 15 de Agosto de 1938, no seio de uma família de sólidos princípios cristãos. Aos 10 anos de idade ingressou na “Scuola Apostolica del Sacro Cuore”, em Albino. Fez a Primeira Profissão a 29 de Setembro de 1955, prosseguindo depois os estudos em Monza e em Bolonha. Ordenado sacerdote a 25 de Junho de 1965, foi destinado a Portugal. Fez a sua adaptação na comunidade do Loreto, em Lisboa, e no Instituto Missionário, em Coimbra. Em 1967 vai para o Colégio Missionário, no Funchal, como educador e professor. Nomeado Superior da comunidade do Colégio do Infante D. Henrique, e professor, permanece aí três anos. Em 1974 é nomeado superior da Casa do Sagrado Coração, em Aveiro. No ano seguinte, aceita renunciar ao cargo e vai integrar a Comunidade que tinha o cuidado pastoral das paróquias de Vialonga, S. Julião do Tojal, Santo Antão do Tojal, Fanhões e Póvoa de Santa Iria, dando um bom exemplo de disponibilidade e iniciando uma nova fase da sua vida sacerdotal totalmente dedicada ao apostolado paroquial.
Assumiu a exigente paróquia de Póvoa de Santa Iria, onde permaneceu quase 20 anos, desenvolvendo uma acção altamente meritória não só no campo pastoral, mas também no tocante a iniciativas e obras materiais que ficaram a dever-se ao seu espírito sonhador e criativo, nomeadamente a construção da capela e cripta das Bragadas e, sobretudo, a grande e funcional igreja do Forte da Casa.
Quando a Província abriu a nova comunidade de Vila Real de Santo António, mais uma vez o Pe. Rota se disponibilizou a integrar a nova comunidade que assumiu as paróquias de Vila Real, Castro Marim, Monte Gordo, Altura, Azinhal e Odeleite. Durante os três anos que permaneceu no Algarve, além do cuidado da paróquia de Vila Real, relançou a vida cristã no Azinhal e em Odeleite.
O último capítulo da sua vida e actividade pastoral escreveu-o como Superior e reitor da Igreja do Loreto, em Lisboa, entregando-se ao serviço da Reconciliação e da Direcção espiritual dos fiéis.
O Pe. José Rota gostava de escrever. Fê-lo em várias publicações da Congregação e no jornal da sua terra. Publicou também alguns opúsculos de índole pastoral, alguns dos quais revelavam uma das suas facetas talvez menos conhecidas – a arte de declamar e de representar no palco.
Faleceu improvisamente na noite da Terça-feira Santa de 2001 .
Pensamento do Padre Dehon
“Eis o que Nosso Senhor nos pede: uma vida de abnegação, de sacrifício, de renúncia à nossa vontade e inclinações naturais e de total abandono de todo o nosso ser.
Não devemos procurar senão o amor e a vontade de Nosso Senhor, consolar o seu Coração e oferecer-Lhe reparações mediante uma fé viva e autêntica, um amor puro e desinteressado, sacrificando tudo e esquecendo-nos de nós próprios com confiança filial. Abandonemo-nos à sua vontade e à sua misericórdia, deixando que Ele é que faça tudo. Sejamos como o instrumento nas mãos do artista, deixando-nos guiar segundo a sua vontade.
É assim que devemos trabalhar para a expansão do Reino de Deus e salvação das almas…”
[ Fernando Fonseca, scj ]