Pe. Mário Malagoli – 11-07-2003

 

O Pe. Mário Malagoli nasceu a 27 de Janeiro de 1916, em Soliera, Módena (Itália), sendo baptizado dois dias depois. A 29 de Setembro de 1930, entrou na Escola Apostólica, em Albino (Bergamo). Fez o noviciado em Albissola Superiore, professando a 29 de Setembro de 1936. Em 29 de Setembro de 1939, fez a profissão perpétua. Foi ordenado sacerdote a 27 de Junho do mesmo ano, em Bolonha. De 1945 a 1946, foi professor em Foligno. Nos dois anos seguintes foi coadjutor em algumas paróquias confiadas à Congregação. De 1949 a 1951, voltou à Escola Apostólica de Albino, como educador. Em finais de 1951 veio para Coimbra, tornando-se coadjutor da paróquia de Santa Cruz. Em 1952, passou a fazer parte da comunidade do Instituto Missionário, entretanto aberto, sendo professor e director espiritual. Entretanto, foi nomeado também director espiritual do Seminário Diocesano de Coimbra, serviço que prestou durante cerca de 16 anos. Foi depois professor e director espiritual no Seminário Pe. Dehon (Boavista), no Colégio Missionário (Funchal). Ainda na Madeira, foi director espiritual do seminário diocesano e, durante cerca de 20 anos, educador e animador espiritual no Colégio Infante. Viveu os últimos cinco anos no Noviciado, em Aveiro.
A vida do Pe. Mário foi quase integralmente dedicada à formação de religiosos e sacerdotes (da Congregação e de algumas dioceses, especialmente da de Coimbra) e à educação da juventude. A sua boa disposição, a sua alegria, a sua capacidade de comunicação, faziam-no irradiar simpatia e comunicar entusiasmo. O seu gosto pela ordem, a sua fidelidade ao horário e aos projectos assumidos, levavam-no a trabalhar com intensidade, mas sem frenesim, dando a cada coisa o tempo necessário, e cumprindo todos os seus deveres. Ao aproximar-se a data do 60º aniversário da sua ordenação sacerdotal, 27 de Junho de 2003, o Pe. Virgínio Bressanelli, ainda Superior Geral, escreveu-lhe: “Obrigado pelos seus anos de serviço à Província Portuguesa! Mantenha sempre o seu bom espírito e a alegria da vida fraterna”. O Pe. Mário, sem ocupar lugares de comando, foi certamente um dos grandes artífices da Província que somos, pelo seu trabalho persistente, metódico e constante.
Viveu os últimos anos, antecipando já na terra a Comunhão dos Santos. Gostava de ler a vida dos Santos e de celebrar as suas festas. Cada noite, a sua leitura espiritual incluía o resumo biográfico da vida dos Santos do dia seguinte.
Depois de uma doença prolongada, em que manteve o bom espírito e a alegria, faleceu no hospital de Aveiro, na madrugada de 11 de Julho de 2003, memória de S. Bento, padroeiro da Europa.

Pensamento do Padre Dehon

“Felizes todos os religiosos que… podem morrer de coração alegre e confiante, com as santas Regras segundo as quais irão ser julgados, como devotos filhos de Maria e amigos fiéis da cruz!
Felizes aqueles que… encontraram durante a vida, na oração a Maria, na cruz do seu Salvador, no cumprimento das santas Regras e dos seus deveres, a sua alegria, as suas delícias, a sua segurança, o seu tudo!
Felizes aqueles que, na pureza do corpo, da alma e do coração, na humildade e desconfiança de si mesmos, num amor puro e sobrenatural, procurando somente a glória de Deus e a salvação das almas, serviram a Deus e seguiram a Jesus, seu Mestre, no caminho da cruz, dos sofrimentos e do sacrifício!
Uma morte assim é verdadeiramente preciosa aos olhos de Deus. Eles ouvirão este convite: Vem, servo fiel, recebe a tua recompensa (cf. Mt 25, 21.23).
A fidelidade à Regra e ao dever elevou… muitos santos a uma grande glória no céu, sem que, aos olhos do mundo tenha realizado obras espectaculares, visto que são o coração, a vontade e a intenção que têm valor aos olhos de Deus” (Directório Espiritual, 76).

[ Fernando Fonseca, scj ]