Dia grande no Colégio Infante D. Henrique

Visita Pastoral de D. António José Cavaco Carrilho,
bispo da diocese do Funchal

D. António, bispo da diocese do Funchal encontra-se em visita pastoral à paróquia de Nossa Senhora do Monte.
Ontem, dia 24 de Outubro, o senhor bispo visitou o Colégio Infante D. Henrique. Chegou pelas 12,40 horas, acompanhado pelo pároco da paróquia de Nossa Senhora do Monte, o senhor cónego Victor dos Reis Franco Gomes.
O senhor padre José Augusto Alves Cancela, superior da comunidade religiosa e director do colégio, recebeu o senhor bispo e deu as boas-vindas, agradecendo a sua visita pastoral.
O primeiro encontro formal do senhor bispo foi com os alunos do segundo e terceiro ciclos do ensino básico. O encontro realizou-se onde todas as manhãs são recebidos os alunos, antes de subirem para as suas salas de aulas.
Estava calor. Com o à vontade próprio das crianças, sentaram-se comodamente no chão. Alguns professores estavam presentes.
Depois do almoço com os membros da comunidade religiosa, D. António falou aos professores do colégio. Um encontro mais informal.
Aos alunos deixou dois pensamentos, a partir de duas fábulas. Um dos alunos recordou a história da borboleta e um outro a história do menino admirado por nem todos os balões subirem.
O balão sobe porque tem dentro de si uma coisa que o faz elevar-se. Não sobe nem pela cor nem pela forma. Assim, os meninos sobem na vida – “serão alguém importante” – não pelo que vestem nem pela cor dos olhos nem pela cor dos cabelos, compridos ou curtos, nem por serem fisicamente altos ou baixos. Os meninos e as meninas sobem na vida por aquilo que têm dentro: generosidade, honestidade, trabalho, amizade, o perdão…
Quanto à borboleta que não conseguiu voar, “é preciso dar tempo ao tempo e esperar que as coisas aconteçam”. O menino teve pressa; quis que a borboleta saísse do casulo; abriu o casulo e estragou tudo. A borboleta não voava porque não estava pronta. As asas não tinham força. Assim os meninos e as meninas que esperam que sejam os outros a fazer o seu trabalho, não poderão voar; não estarão preparados. Copiar os trabalhos, servir-se do esforço alheio não prepara ninguém para voar na vida. Cada qual tem de fazer o seu trabalho, criar asas para poder voar.
A escola é vida para a vida.
Depois de perguntas, tais como “o senhor padre por que é bispo?” e respostas de um lado e doutro, a convite do senhor bispo, cantaram as crianças.
Para recordar a sua visita pastoral, D. António deixou uma pagela de Nossa Senhora do Monte e o senhor padre superior distribuiu rebuçados.
E viva o senhor bispo!

| Ferdinando Freitas, scj |
 

60º aniversário do Colégio Missionário

A 17 de Outubro de 1947, na memória de Santa Margarida Maria, tinha início a abertura oficial do Colégio Missionário. Numa celebração solene mas simples, o bispo de então, D. António, presidiu à abertura da casa e à respectiva bênção da improvisada capela. Uma cerimónia marcada pela simplicidade e pobreza, semente lançada por Deus que a sua Providência fez crescer.
Sessenta anos depois, a 17 de Outubro de 2007, celebrámos em acção de graças o início desta obra da Providência divina, reunindo no Colégio Missionário os confrades SCJ juntamente com os seminaristas.
No final de mais um dia, lá estávamos para celebrar a Eucaristia solene, presidida pelo Pe. Manuel Martins, memória viva desse dia há 60 anos atrás, animada no canto pelos seminaristas e com a presença de algumas pessoas amigas e benfeitores. Momento para louvar o Senhor pelas maravilhas que realiza na nossa história, para recordar a chegada daqueles primeiros seminaristas que chegavam sem que os nosso fundadores o esperassem.
Seguiu-se o jantar festivo, onde cantámos os parabéns ao Colégio Missionário. Um gesto significativo foi o apagar das velas, com a ajuda do Pe. Manuel Martins e Pe. Fernando Ribeiro, que faziam parte do primeiro grupo de seminaristas, e a representação das novas gerações (o seminarista mais velho e o mais novo).
Assim se viveu aqui na Madeira mais um aniversário do Colégio Missionário, na alegria e no louvor.

| Juan Noite, scj |
 

Dia Europeu contra o tráfico de seres humanos

A Comissão da CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal) de Apoio às Vítimas de Tráfico de Pessoas, em colaboração com a licenciatura em Ciência das Religiões da Universidade Lusófona, vai celebrar o Dia Europeu contra o Tráfico de Seres Humanos, que decorre a 18 de Outubro.
Com entrada livre a todos aqueles e aquelas que quiseram tomar maior consciência desta crescente problemática na Europa, vai realizar-se uma mesa redonda sobre o “tráfico de seres humanos” no Colégio do Sagrado Coração de Maria, Av. Manuel da Maia, 2, em Lisboa, às 18.30 horas do dia 18 de Outubro.
A mesa redonda terá como oradores principais o Dr. Rui Marques (Alto Comissário do ACIDI) e a Dra. Mónica Goracci (OIM – Organização Internacional para as Migrações).
Na ocasião, será distribuído um opúsculo sobre a Dignidade Humana e Condenação do Tráfico de Seres Humanos nos Textos Sagrados, intitulado “Que fizeste ao teu irmão?”. É uma recolha de textos hindus, bahá’i, budistas, islâmicos, judaicos, judaico-cristãos e cristãos.

| Manuel Barbosa, scj – Presidente da CIRP |

Notícias de Madagáscar

Já se passaram alguns dias depois da minha chegada a Madagáscar. Estes primeiros dias têm sido de readaptação a este país que já conheço um pouco. Depois da viagem, que correu muito bem, a primeira impressão que tive foi a de que nada mudou neste cantinho do mundo.
Depois de algumas confusões e muito atraso, lá consegui sair do aeroporto com as bagagens. Da parte de fora estava o Pe. Armando Baptista. Quando me viu acabou com o desespero da demora. O abraço foi caloroso e fraterno: “Bem-vindo, Joaquim! Então, o que é que se passou para tanta demora?!?” Bem, quer dizer… o melhor é nem saberes – disse eu. Continuámos a nossa espera para sair do aeroporto; a fila para o pagamento do estacionamento era enorme – quase que deu tempo para falar de todas as novidades e mais algumas. Durante o caminho, percorrido pela noite dentro, pouca luz e o cheiro do fumo dos carros.
Chegámos a casa já no dia seguinte, ou seja, Domingo. O tempo de repouso foi curto, pois, fiz questão de participar na Eucaristia dominical das 8.30 h. No fim, feitas as apresentações, senti as boas vindas calorosas dos cristãos.
Passei três dias no nosso Escolasticado a tratar dos documentos para a permanência em Madagáscar. O Pe. Álvaro, meu novo superior, fez questão de me vir buscar à capital. Aproveitou a subida a Antsirabé (noviciado), onde se realizou o retiro anual, a primeira profissão de alguns jovens e os votos perpétuos, para fazer algumas compras e me reconduzir ao nosso distrito de Ifanadiana.
Como foi emocionante o regresso aos nossos distritos! Até o cansaço ignorei. Estava em casa, finalmente. Os dias que se seguiram foram de readaptação a tudo e de descanso.
No fim-de-semana desci até Antsenavolo onde me encontrei com o Pe. Alcindo. Lá estava ele, sereno como sempre. Em Antsenavolo reavivaram-se no meu espírito os bons momentos que lá passei aquando do meu estágio de vida religiosa (2000-2002). Como poderia eu esquecer o que fazia parte de mim? Lá estavam os mesmos rostos, alguns mudados, a casa diferente, o calor húmido e os mosquitos chatos e doentios, a igreja e as pinturas do Pe. Roberto, a vegetação sempre luxuriante.
Fiquei surpreendido pela forma como fui recebido. Passaram-se cinco anos mas toda a gente se lembrava de mim: vinham dar-me as boas vindas, saudavam-me (tonga soa mon Père – alguns ainda me chamaram mon frère). Reavivou-se em mim o espírito missionário e o lema do Amor de Deus que não tem fronteiras…
O Pe. Alcindo pediu-me que presidisse a Eucaristia que culminava mais uma fiacárana, fi-lo com uma condição: que fosse ele a fazer a homilia, pois, ainda me sinto incapaz de fazer uma homilia em malgaxe. Presidi e a sua homilia foi um verdadeiro monumento à Sabedoria. Todas as igrejas do distrito estavam presentes, a Igreja superlotada, os cânticos ribombaram, alegres, pela imensidão daquele monumento longo. Ao centro e dos lados encontravam-se os pais e padrinhos das 115 crianças que baptizámos: ajudei-o na unção dos óleos e ele concedeu-me a honra de derramar a água baptismal. A celebração começou às nove e acabou às doze e trinta. À noite contámos com a presença de D. Alfredo Caíres e dos nossos confrades Pe. Álvaro e Pe. Gabriel. Foi um dia em cheio vivido na comunidade cristã e na fraternidade religiosa.
Na Segunda-feira, dia 07 de Setembro, subi então para Fianarantsoa, donde vos estou a escrever, para reiniciar o estudo da língua malgaxe.
Um abraço para todos os confrades e amigos, deste que não se esquece de vós na amizade e oração.

| Joaquim António, scj |

Bênção do Seminário de Alfragide

Não tendo a pretensão de parafrasear o evangelista João, apetece-me começar por dizer que muitas páginas ou livros seria necessário escrever para partilhar tudo quanto se viveu e sentiu aqui por Alfragide nos dias 3 e 4 de Outubro de 2007. Mas talvez haja coisas que não se dizem nem se descrevem; sentem-se, vivem-se, saboreiam-se…

Bênção antecipada

Há muito que estava marcada para o fim da tarde do dia 4 de Outubro a bênção das novas e remodeladas instalações do Seminário Nossa Senhora de Fátima. Mas, por feliz coincidência de factos, essa bênção como que foi antecipada para o dia 3. Com efeito, esse dia conheceu um movimento de entidades eclesiásticas que tão cedo não irá repetir-se pelas instalações desta casa. Pediram-nos que acolhêssemos as Presidências das Conferências Episcopais da Europa, em trânsito para o encontro que tinham agendado para Fátima. Acho que nunca este Seminário teve na sua história tal afluência de Cardeais, Arcebispos e Bispos. Foram chegando ao longo do dia e da noite e ao jantar eram cerca de 4 dezenas os nossos ilustres hóspedes. Para ajudar ainda mais à festa, juntaram-se-lhes o Superior Geral e seu Assistente, todo o Governo Provincial e os Superiores das comunidades dehonianas de Portugal, uma vez que nessa noite começava a habitual reunião anual de Superiores. Foi, sem dúvida, um momento alto da história desta casa, a melhor forma de começar a valer a nova vida do “novo” Seminário Nossa Senhora de Fátima. Começámos com lotação completamente esgotada!

Bênção programada

Estava prevista para o dia 4 de Outubro, memória de São Francisco de Assis, e aconteceu mesmo. Os convites tinham sido enviados e os convidados foram chegando, a pouco e pouco. À hora marcada – 18:30h – reunimo-nos todos, em grande número, no novo auditório, para dar início à celebração da bênção. Presidiu às cerimónias o Superior Geral, Pe. José Ornelas Carvalho. A numerosa assembleia era constituída por muitos confrades (toda a comunidade do Seminário Nossa Senhora de Fátima, todos os Superiores das outras comunidades dehonianas e ainda outros membros dessas mesmas comunidades e os dois noviços), por muitos religiosos e religiosas, alguns párocos do Patriarcado de Lisboa, professores da Universidade Católica, o Presidente do Conselho de Administração da empresa construtora, todo o staff técnico que orientou a construção, representantes dos muitos trabalhadores, autoridades civis, ex-scj, comunicação social e um bom grupo de paroquianos de Alfragide.
O ritual da bênção teve início no auditório, prolongou-se depois por diversos ambientes da casa, culminando com a solene celebração da Eucaristia na igreja do Seminário. Estava tudo a preceito, a celebração desenrolou-se com grande dinamismo e solenidade, abrilhantada pelo excelente coro do Seminário. Foi uma cerimónia longa, mas do agrado geral.
O descerramento da lápide que eterniza o acto e a desenvolvida reportagem do programa “Ecclesia” precederam o jantar/convívio, que se prolongou noite dentro. O Ecónomo da casa promoveu um abundante repasto. Não faltaram as palavras habituais nestas circunstâncias, assim como um bolo gigante e a distribuição de medalhas comemorativas.
Foi uma jornada em cheio! No fim, o sentimento era de profunda gratidão à Providência Divina que nos permitia viver este momento ímpar. Obrigado a todos os presentes, aos que estiveram fisicamente e aos que o fizeram em espírito e na oração. O sonho tornou-se realidade!

| José Agostinho F. Sousa, scj |

 

 

Fórum Jovem 2007

A revista A Folha dos Valentes e a Juventude Dehoniana do Porto organizaram o Fórum Jovem 2007 que decorrerá de 22 a 26 de Outubro nas instalações da Paróquia de Nossa Senhora da Boavista (ao Foco), a partir das 21h00. A iniciativa pretende dar continuidade ao projecto iniciado no ano passado, por ocasião da celebração dos 30 anos da A Folha dos Valentes. Na altura o tema foi: “Educar para os valores no século XXI”. Para 2007 foi escolhido o tema: “Educar num mundo em mudança”. Ao longo da semana as várias facetas do tema serão abordadas por diversos especialistas, com destaque para D. Manuel Clemente (dia 24) e a Drª Maria Barroso (dia 25). Sendo aberto a todos os que revelam interesse por estas matérias, o Fórum Jovem destina-se, de modo particular, aos pais, professores, animadores de grupos paroquiais, jovens, catequistas e educadores.

PROGRAMA DO FÓRUM JOVEM 2007

22 de Outubro — segunda-feira — 21h00 > Atelier
Que mudanças no mundo actual?
> Paulo Vieira

23 de Outubro — terça-feira — 21h00 > Painel
A relação educativa
Na escola: Prof. Manuel Mendes
Numa obra social: Marco André Costa
Na família: Ana Margarida e Pedro Brito e Faro

24 de Outubro — quarta-feira — 21h00 > Conferência
Educar num mundo em mudança
> D. Manuel Clemente

25 de Outubro — quinta-feira — 21h00 > Conferência
Educar num mundo em mudança: Riscos e desafios do progresso
> Drª Maria Barroso

26 de Outubro — sexta-feira — 21h00 > Conferência
A Igreja nunca muda?
> Dr. André Rubim Rangel | Padre Carlos Armindo

| Zeferino Policarpo, scj |
 

A Paróquia de Eixo tem novo Pároco

Na tarde de domingo, 30 de Setembro, a comunidade paroquial de Eixo reuniu na igreja matriz, sob a presidência do bispo da diocese, D. António Francisco dos Santos para celebrar a Eucaristia e para a tomada de posse do novo pároco, Pe. José de Andrade Braga. A igreja estava cheia de fiéis, destacando-se os vários organismos paroquiais, desde o Conselho Económico e Pastoral, passando pelos Catequistas, até as Irmandades. Os autarcas da freguesia também estiveram presentes, bem como a Confraria de Santo Isidoro, e outras instituições sócio-culturais da vila.
No momento próprio, Monsenhor João Gaspar, ilustre filho da terra, e Vigário Geral da Diocese, a pedido e com mandato do Bispo, presidiu à passagem de testemunho do Pe. António Tomás Correia para o Pe. José de Andrade Braga. Os Padres Sérgio Filipi e Fernando Fonseca foram confirmados como Vigários Paroquiais.
O Superior Provincial fez-se representar pelo Pe. José Agostinho Figueiredo, Vice-Provincial. De notar também a presença do Arcipreste de Aveiro, Pe. Luís Barbosa.
Terminada a celebração, foi serviço um lanche aos convidados na residência paroquial.
A paróquia de Eixo foi confiada à comunidade da Noviciado há cerca de 15 anos, quando era superior o saudoso Pe. Constantino de Sousa Mota. Desde então, tornou-se o modo habitual e permanente como colaboramos e nos integramos na diocese, bem como um campo de prática pastoral para os noviços.

| Fernando Fonseca, scj |

50 anos do Colégio Infante

1 de Outubro de 2007. Celebrámos hoje os 50 anos de existência do Colégio Infante D. Henrique, na Madeira.
Momento alto do dia foi a celebração eucarística, presidida por D. António Carrilho, Bispo do Funchal, pelas 15 horas, no pavilhão do Colégio, completamente cheio. Concelebraram o Superior Geral, o Assistente Geral, o Superior Provincial, os Confrades das Comunidades da Madeira, vários sacerdotes diocesanos e religiosos. Marcaram presença o Secretário Regional dos biblioteca Humanos, em representação do Presidente do Governo Regional, o Dr. Jorge Berardo, Presidente da Fundação Berardo, professores e funcionários, pais e encarregados da educação, alunos e alunas, antigos alunos. Na homilia, D. António Carrilho acentuou a dimensão do Colégio como escola de vida e para a vida, capaz de contribuir para a civilização do amor e para a marca do coração no mundo. O coro do Colégio animou festivamente a Eucaristia. Vozes lindas, expressivas e afinadas!
Seguiu-se a sessão solene, em que tomaram a palavra o Padre José Augusto, Director do Colégio, o P. José Ornelas Carvalho, Superior Geral (ver em anexo discurso), o Dr. Eduardo António Brazão de Castro, Secretário Regional dos biblioteca Humanos, e o Bispo do Funchal. Discursos numa tónica de memória, de evocação, de agradecimento, por um lado, e de perspectivação do futuro com esperança e empenho, por outro. A sessão solene foi enquadrada com belos momentos artísticos de dança e música.
A tarde terminou com uma visita ao Colégio, em particular à nova ala que foi recentemente construída, e com um “Madeira de honra”.
A Província Portuguesa manifesta o vivo reconhecimento a todos aqueles que contribuíram para a história de vida do Colégio nestes 50 anos e continua a empenhar-se neste importante sector das suas prioridades pastorais.

| Manuel Barbosa, scj – Superior Provincial |