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Chegou ao fim esta experiência fantástica de missão e de estudo em terras equatorianas. Foram quatro meses e meio que jamais esquecerei. No momento do regresso a Paris, só posso agradecer. Agradeço, claro está, ao Bom Deus que nos concede esta graça de trilharmos os caminhos da missão. O meu reconhecido obrigado vai também para todos os confrades que me proporcionaram esta oportunidade: das Províncias Francófona, de Espanha e de Portugal e os missionários que trabalham no Equador. E agradeço a todas as pessoas que tive a graça de conhecer por terras equatorianas, sejam os beneficiários de microcrédito, os membros das Comunidades Eclesiais de Base ou a muita gente que conheci nas diferentes paróquias e comunidades onde fui celebrar.

Esta foi uma experiência muito enriquecedora e que muito me servirá vida fora. Penso que melhorei os meus conhecimentos e experiência em Economia Social e Solidária. Tive oportunidade de conhecer e de trabalhar com ótimas experiências de microfinança e de economia popular em geral. Algumas das experiências estudadas são mesmo referência mundial, pela sua criatividade e pioneirismo. Espero que o trabalho desenvolvido e escrito me ajude a ser mais útil à Província e à Congregação.

A experiência foi de estudo, mas foi também de missão. A primeira referência vai necessariamente para os confrades missionários, distribuídos pelas missões de Quito e de Bahía de Caráquez. Ajudaram-me a viver uma bela experiência de fraternidade, de pobreza, de simplicidade e de austeridade, de oração e de espiritualidade, de generosidade e de disponibilidade. As comunidades cristãs e humanas em que trabalham os nossos confrades são verdadeiramente pobres, a necessitar da presença solidária e fraterna dos nossos confrades. Os diferentes projetos da missão mostram um caminho de apoio solidário aos mais pobres e carenciados. Não se trata de simples assistencialismo ou esmolas que prolongam o estado de pobreza e de carência, mas de projetos de desenvolvimento que visam a autonomia das pessoas e comunidades. Os projetos de microcrédito são disso um bom exemplo.

Referência especial merecem as Comunidades Eclesiais de Base, que se encontram bem vivas e dinâmicas em muitas partes da Igreja no Equador. Elas são uma boa forma de tornar viva, participada e comunitária a fé do povo. São espaço de oração, de reflexão, de partilha e de solidariedade. Todas as pessoas partilham a oração e a reflexão da Palavra de Deus e todos buscam caminhos de solidariedade e de comunhão que permitam fazer frente às principais dificuldades de pessoas e comunidades. São também um bom caminho para aprofundar a fé e a vida em comunidade, num contexto em que a fé católica se vê confrontada com a proliferação de Igrejas e de movimentos religiosos de todo o tipo.

Agora é tempo de regressar a Paris, para continuar os meus estudos e o meu trabalho pastoral nas paróquias de Maisons-Alfort. Penso que regresso mais enriquecido e com muito para contar e partilhar. Obrigado, Bom Deus!

José Agostinho F. Sousa, scj