ADVENTO, TEMPO DE CRISTO

O Advento é tempo de Cristo. Nele revivemos a espera da sua última vinda, ajudados pela leitura dos textos messiânicos do Antigo Testamento, e vivemos a perspetiva do Natal, que renova em nós a memória das promessas de Deus já realizadas, ainda que não plenamente em nós.

A Igreja repete o Marana tha! (Vem, Senhor!), que encontramos em 1Cor, 16, 22, e no Ap 22, 20, bem como na Didaquê, e que continua a ecoar numa das aclamações das Preces eucarísticas: Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa Ressurreição: Vinde, Senhor Jesus! (Marana tha!).

A Palavra do Antigo Testamento convida-nos a viver a esperança dos justos que aguardavam o Messias. A certeza da vinda de Cristo na carne impele-nos a renovar a esperança da sua última vinda gloriosa, para dar pleno cumprimento às promessas messiânicas.

Para nós, o Advento há de ser uma intensa e concentrada celebração da longa espera dos profetas e justos do Antigo Testamento, e da descoberta do mistério de Cristo, já presente nas páginas do mesmo Antigo Testamento, todo ele cheio de Cristo.

O Antigo Testamento mostra-nos a história orientada para Cristo, e sugere-nos a leitura da nossa própria história como presença de Cristo e espera da sua última vinda.

O Padre Dehon convida-nos a que “fortaleçamos a nossa fé na vinda próxima do Salvador e nas graças que devem acompanhá-la”. Celebrando Cristo que veio, na esperança de Cristo que virá, acolhamos Cristo que vem. Pouco importa que tenha vindo ou venha, se agora não vier para mim, ou se eu não O acolher. Por isso, o Fundador recomenda que “no tempo do advento nos entreguemos à oração, ao recolhimento, ao silêncio, à meditação, para nos prepararmos para as grandes graças de Natal.”

Fernando Fonseca, SCJ

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