Angola: Inauguração da Casa da Missão do Luau

A Preparação

▬ Há já alguns dias que se falava na inauguração da Casa da Missão do Luau. Entre nós, religiosos dehonianos, fomos fazendo convergir as nossas actividades e compromissos comunitários para este dia, tornando possível a presença de uma representação de todas as comunidades neste evento importante da Missão Dehoniana de Angola.
De Viana, na manhã do dia 25 de Novembro, partiram rumo ao Luau o Pe. Amândio, o Pe. Vicente, o Ir. Igor e o seminarista Felisberto. Foram 18h00 de viagem com algumas paragens muito curtas pelo caminho e algumas peripécias que ajudaram a que o percurso se tornasse mais fácil de se fazer. O Pe. Domingos e o Pe. Odilo não puderam ir devido aos compromissos paroquiais e outros, bem como os seminaristas que estão na recta final dos exames.
De Luena, o Pe. Jorge e o Pe. Madella fizeram uma viagem mais curta, também no mesmo dia 25 de Novembro. Foram necessárias 8h00 para chegarem ao Luau – horas penosas devido ao mau estado que se encontram as vias ou picadas.
Um sacrifício reconfortado com a imagem que tínhamos à nossa espera em Luau: a Casa da Missão com as obras concluídas, bem iluminada e imponente.
Esperavam-nos rostos cansados, marcados por dias de grande azáfama, mas acima de tudo felizes por verem chegar ao fim mais uma etapa desta missão: o Pe. Joaquim na coordenação dos últimos acabamentos da Casa; o Pe. Luíz Cláudio na preparação da Festa da Inauguração; o Pe. Amaro no transporte de algumas coisas da residência antiga para a nova Casa da Missão; e o Ir. Jorge apoiando em tudo aquilo que foi necessário.
Os dias que antecederam a inauguração foram de grandes trabalhos quer para os residentes, quer para os que vieram de Viana e de Luena. Nos preparativos, todos deram a sua quota parte.
D. Tirso Blanco, Bispo da Diocese de Luena, chegou no final do dia 26.
Sendo esse dia 26 de Novembro o Dia da Memória Dehoniana, recordámos o evento: na adoração, tão bem preparada pelos nossos religiosos estagiários Igor e Jorge, lembrámos os nossos antecessores, aqueles que a Congregação recomenda lembrar neste dia, uns mártires no nosso vizinho Congo, outros apanhados no meio de guerras e lutas desumanas… Não esquecemos o nosso amabilíssimo e saudoso Ir. Tarcísio que o Senhor chamou para Si há uns dias atrás.

O dia da Inauguração

Logo pela manhã do dia 28 de Novembro, todos os caminhos do Luau iam dar à Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus. A ela ocorreram catequistas e cristãos das aldeias da Missão, trabalhadores e alguns empregados da empresa AFA, empresa madeirense que está a recuperar as estradas daquela região e que também colaborou na recuperação da Casa da Missão. Estiveram também o responsável da Polícia do Luau e o Director da Educação do Luau. A Vice-Administradora chegou mais tarde.
De Saurimo, Diocese vizinha, vieram os padres dos Pobres Servos e algumas irmãs.
Do Congo, mais propriamente de Dilolo Gare, estiveram uma representação das Irmãs e dos Franciscanos que lá trabalham, o Administrador e o responsável pela fronteira do Congo.
Na preparação da Eucaristia de Acção de Graças estiveram as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Apesar de ser o Primeiro Domingo do Advento, D. Tirso deu o consentimento para que houvesse dança e ritmo bem africano em toda a celebração.
A presidir esteve D. Tirso Blanco, Bispo da Diocese de Luena, que logo na introdução da Eucaristia , e em jeito de Acção de Graças, agradeceu por todos os benefícios que Deus dá a cada um: por mais um Advento que se inicia, que cria em nós a expectativa do Messias que virá e pelo trabalho concluído na Casa da Missão.
Logo depois da Eucaristia, todos foram convidados pelo Pe. Joaquim, Superior da Comunidade, a se dirigirem para a Casa da Missão para a cerimónia de inauguração.
Já na Casa, o Pe. Joaquim começou por agradecer a presença de todos naquele evento, principalmente D. Tirso, os religiosos e religiosas, as autoridades civis, os catequistas, os trabalhadores que colaboraram em levantar dos escombros aquela casa, os trabalhadores da AFA e todos os cristãos da Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus.
O Pe. Amândio leu a mensagem do Pe. Zeferino, Superior Maior Delegado do Superior Geral para a Missão de Angola. As suas palavras foram de grande apreço pela obra feita, referiu os que ajudaram financeiramente esta obra: a Província Dehoniana da Alemanha; os que também colaboraram directa e indirectamente, as Províncias envolvidas na Missão de Angola (Portugal, Moçambique, Itália do Norte, Brasil Central e Camarões), os trabalhadores, sendo também esta obra uma escola de formação para todos eles…
Por último D. Tirso Blanco referiu que aquele espaço, agora inaugurado, será o ponto de partida para um trabalho pastoral necessário e urgente, onde cada cristão sentirá os seus padres mais perto do que nunca. Será, disse ainda, uma casa de oração, de estudo e de trabalho, aliás, o que caracteriza cada casa religiosa.
De seguida houve a bênção da Casa, cortou-se a fita, procedeu-se ao tradicional “rebentar do champanhe” e a visita a todas as divisões da casa.
Os jovens, sob a orientação da Ir. Assuntina e do Pe. Amaro, brindaram-nos com uns cânticos e encenações, que tiveram como figuras principais os nossos padres da Missão. As crianças da Escola de Santa Teresinha, orientadas pela Ir. Rosa, puderam também mostrar o ar da sua graça com cânticos belíssimos!
O almoço, devidamente preparado, esperava-nos!

Obrigado reconhecido!

Em nome da Comunidade Territorial de Angola, agradecemos a todos os que nos ajudaram e colaboraram para que este dia chegasse. Cito alguns:
– A Deus, por ter cumulado de tantos dons aqueles que directa e indirectamente estiveram envolvidos na recuperação da Casa da Missão;
– À Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, por desde a primeira hora esteve sempre perto ajudando-nos a superar as dificuldades que iam surgindo e as Províncias envolvidas na Missão.
– A D. Gabriel e D. Tirso, o primeiro incentivou a erguer, o segundo a sedimentar o trabalho iniciado. Obrigado pelo acompanhamento humano e espiritual. A Vossa Bênção!
– À Comunidade do Luau, primeiramente ao Pe. Joaquim Freitas, ao Pe. Jorge Alves e Ir. David Mieiro, pela coragem, empenho e tamanha audácia a mais de 1000 km da capital e com tantas dificuldades; depois Pe. Luíz Cláudio, ao Pe. Amaro Jorge e Ir. Jorge, pela capacidade de interajuda e de sacrifício nestes dias finais. Um bem-haja!
– A todos os Dehonianos presentes em Angola que ajudaram ao seu jeito a erguer mais um marco histórico, em beneficio não só da comunidade que lá irá residir, mas da Missão de Santa Teresinha e da própria Diocese;
– Aos benfeitores das nossas Casas, que Deus vos recompense para sempre!
– Aos trabalhadore
s da obra e da AFA, à comunidade das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras do Luau que sempre estiveram perto, com a sua ajuda e oração. E a todos os cristãos.
Deus vos recompense!
Obrigado!

» Amândio Rocha, scj
– superior da comunidade territorial