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Não tendo a pretensão de parafrasear o evangelista João, apetece-me começar por dizer que muitas páginas ou livros seria necessário escrever para partilhar tudo quanto se viveu e sentiu aqui por Alfragide nos dias 3 e 4 de Outubro de 2007. Mas talvez haja coisas que não se dizem nem se descrevem; sentem-se, vivem-se, saboreiam-se…

Bênção antecipada

Há muito que estava marcada para o fim da tarde do dia 4 de Outubro a bênção das novas e remodeladas instalações do Seminário Nossa Senhora de Fátima. Mas, por feliz coincidência de factos, essa bênção como que foi antecipada para o dia 3. Com efeito, esse dia conheceu um movimento de entidades eclesiásticas que tão cedo não irá repetir-se pelas instalações desta casa. Pediram-nos que acolhêssemos as Presidências das Conferências Episcopais da Europa, em trânsito para o encontro que tinham agendado para Fátima. Acho que nunca este Seminário teve na sua história tal afluência de Cardeais, Arcebispos e Bispos. Foram chegando ao longo do dia e da noite e ao jantar eram cerca de 4 dezenas os nossos ilustres hóspedes. Para ajudar ainda mais à festa, juntaram-se-lhes o Superior Geral e seu Assistente, todo o Governo Provincial e os Superiores das comunidades dehonianas de Portugal, uma vez que nessa noite começava a habitual reunião anual de Superiores. Foi, sem dúvida, um momento alto da história desta casa, a melhor forma de começar a valer a nova vida do “novo” Seminário Nossa Senhora de Fátima. Começámos com lotação completamente esgotada!

Bênção programada

Estava prevista para o dia 4 de Outubro, memória de São Francisco de Assis, e aconteceu mesmo. Os convites tinham sido enviados e os convidados foram chegando, a pouco e pouco. À hora marcada – 18:30h – reunimo-nos todos, em grande número, no novo auditório, para dar início à celebração da bênção. Presidiu às cerimónias o Superior Geral, Pe. José Ornelas Carvalho. A numerosa assembleia era constituída por muitos confrades (toda a comunidade do Seminário Nossa Senhora de Fátima, todos os Superiores das outras comunidades dehonianas e ainda outros membros dessas mesmas comunidades e os dois noviços), por muitos religiosos e religiosas, alguns párocos do Patriarcado de Lisboa, professores da Universidade Católica, o Presidente do Conselho de Administração da empresa construtora, todo o staff técnico que orientou a construção, representantes dos muitos trabalhadores, autoridades civis, ex-scj, comunicação social e um bom grupo de paroquianos de Alfragide.
O ritual da bênção teve início no auditório, prolongou-se depois por diversos ambientes da casa, culminando com a solene celebração da Eucaristia na igreja do Seminário. Estava tudo a preceito, a celebração desenrolou-se com grande dinamismo e solenidade, abrilhantada pelo excelente coro do Seminário. Foi uma cerimónia longa, mas do agrado geral.
O descerramento da lápide que eterniza o acto e a desenvolvida reportagem do programa “Ecclesia” precederam o jantar/convívio, que se prolongou noite dentro. O Ecónomo da casa promoveu um abundante repasto. Não faltaram as palavras habituais nestas circunstâncias, assim como um bolo gigante e a distribuição de medalhas comemorativas.
Foi uma jornada em cheio! No fim, o sentimento era de profunda gratidão à Providência Divina que nos permitia viver este momento ímpar. Obrigado a todos os presentes, aos que estiveram fisicamente e aos que o fizeram em espírito e na oração. O sonho tornou-se realidade!

| José Agostinho F. Sousa, scj |