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▬ Já se tornou um hábito na nossa comunidade: depois de um período de adaptação à nova vida cá por casa, os neo-professos são recebidos numa cerimónia a que chamamos “caloirada”. Claro que não promovemos uma daquelas recepções menos simpáticas, de que os caloiros são alvo em algumas instituições de ensino. Acima de tudo, é um pretexto para fazermos um belo passeio e proporcionar um agradável convívio a toda a comunidade.
Há já alguns anos que o lugar escolhido para a “caloirada” é o Portinho da Arrábida. Este ano o tempo até ajudou, de maneira que passámos uma óptima tarde de praia, no mar tranquilo que banha aquela área de Setúbal.
Os pobres dos caloiros é que não foram poupados. Nem Santa Margarida Maria lhes valeu naquele dia 16 de Outubro. Estando o tempo tão convidativo a um mergulho, não foi de estranhar que estivesse bastante gente na praia. Assim sendo, havia mais audiência para as maldades que os veteranos haviam preparado. Toda a gente olhava espantada para os quatro pobres vestidos de forma quase eclesiástica que tinham de andar pela praia a fazer perguntas pouco discretas, que se viam obrigados a andar metidos em sacos ou a prestar juramentos de joelhos, enquanto eram presenteados com farinha, ovos ou água cabeça abaixo. Tudo não passou, afinal, de um alegre e fraterno convívio, que culminou numa deliciosa espetada madeirense, não tivéssemos nós de novo estudantes da Pérola do Atlântico… Prova superada, são bem vindos estes novos quatro jovens à nossa comunidade.

» José Agostinho F. Sousa, scj