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Um grupo de seminaristas do Seminário Missionário Padre Dehon, juntamente com o Pe. João Nélio, o Pref. Pedro Sousa, o Tio Abílio, a Tia Mimi, a Tia Raquel e a Tia Ilka, puseram-se a caminho no dia 20 de Março, com o objectivo de peregrinar com os seus bordões e as suas vieiras até Santiago de Compostela, seguindo as conhecidas setas amarelas que sinalizam o Caminho Português.

 
Este itinerário iniciou-se em Valença, atravessando a ponte sobre o rio Minho que traça a fronteira. Passando por Tui, caminhámos em direcção à cidade de Redondela. Percorridos 30,7 km, eis o merecido repouso, no albergue (Torre do Relógio), apesar das camas balançarem mais do que o botafumeiro.
 
No dia 21 de Março, partindo de Redondela e atravessando Pontevedra, a meta seria percorrer 29,6 km para o tão esperado Albergue de Barro (para aí desfrutarmos da suposta água quente, da piscina e das confortáveis camas), mas estando fechado, acabámos por caminhar mais uns quilómetros para o Albergue de Brialhos.
 
No dia 22 de Março, com uma manhã cinzenta e alguma chuva, caminhámos em direção a Teo (cerca de 36 Km). Passámos por Caldas de Reis e por Padrón e ao final do dia, chegamos ao Albergue de Teo, onde, com sorte, encontrámos lugar para descansar, mas só depois das massagens da Tia Raquel.
 
No dia 23 de Março, o último dia de caminho, saímos do Albergue de Teo em direção a Santiago. Percorremos 13,9 km quase sempre debaixo de chuva e em caminho de lama. No entanto, o entusiasmo era grande ao chegar à meta, a Catedral de Santiago de Compostela, onde agradecemos o caminho percorrido e participámos na Missa do Peregrino. Aí, assistimos ao famoso botafumeiro que balançava de um lado para o outro. Algo inexplicável!
Depois, fomos descansar para o Albergue Monte do Goso, onde jantámos e pernoitámos.
 
No dia seguinte, Domingo de Ramos, fomos em passeio pela cidade. Participámos na celebração Eucarística, bastante diferente do habitual. No final, e antes de regressarmos, nada como provar os produtos tradicionais: o licor de burra virgem, os queijos e as deliciosas tortas.
No entanto, quando se tratou de comer a sério, retirámo-nos para o MacDonald’s!!! E assim regressámos satisfeitos ao ponto de partida (Portelinha, Porto).
 

Pedro Sousa, scj