A todos os Confrades, amigos e benfeitores, desejo, em meu nome pessoal e em nome dos Dehonianos em Portugal, uma santa Páscoa.

Que o desejo de paz, cada dia mais urgente, estimule a construção da paz nos nossos laços, gestos e escolhas, e nos leve a tomar parte na missão de Jesus erguido de «fazer novas todas as coisas».

P. João Nélio Pereira, scj
Superior Provincial

Cansa-se o nosso olhar à procura do lado aberto de Jesus crucificado. Fomos procurá-lo ao sepulcro, onde o deixaram José de Arimateia e Nicodemos, tão preciosamente envolvido em ligaduras de linho perfumado. Mas a resposta é sempre a mesma: «Não está aqui!» Mas onde o puseram? Onde estás Tu, Jesus Cristo meu Senhor?

Eis que no silêncio da noite, ouço a sua voz de Bom Pastor, que me chama pelo nome. O meu coração abatido e sobressaltado pelo tempo em que vivo, marcado por guerra e sobretudo pela incerteza do amanhã, deixa-se acalmar ao ouvir o meu nome pronunciado por Aquele que me ama, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim.

Como o seu incrédulo discípulo Tomé, também eu preciso de ver o seu lado aberto, não já para me certificar da ressurreição, mas par saborear o seu amor por mim, por cada um de nós. Sabe-nos bem saber que somos amados. E que Aquele que nos ama não morreu, mas está vivo para sempre e continuará a amar-nos para sempre. Porque não vive sem amar.

Hoje, na sua Páscoa, diante dele, eu digo: «Jesus, que me mostraste o teu coração de amor, sê hoje a nossa vida e a nossa ressurreição». E continuo: «Dá-me a certeza de que o ódio não leva a melhor; que é possível ser amado». E Ele segreda-me ao coração: «Eu estou vivo. Quero que tu vivas. Para sempre».