A celebração dos 25 anos de episcopado de D. António de Sousa Braga são certamente um momento de alegria para o próprio, mas também para a Igreja dos Açores, que carinhosamente celebra o jubileu do “nosso bispo velhinho”, como é carinhosamente referido pelos seus conterrâneos da ilha de Santa Maria. Além disso, é uma celebração que muito orgulha a Congregação Dehoniana pelas maravilhas que Deus fez neste nosso irmão.

Por vontade de D. António, o jubileu foi celebrado na sua terra e entre os seus, precisamente a 30 de junho de 2021. A devoção que nutre por Nossa Senhora falou mais alto e fê-lo escolher a Ermida de Nossa Senhora de Fátima para celebrar a missa comemorativa das suas bodas de prata. Trata-se de um lugar importante da religiosidade mariense, mas ao mesmo tempo exíguo e a primar pela simplicidade. Esta escolha evidencia que é um filho da sua terra, um homem que não perdeu a ligação à terra e às tradições que o viram nascer. Ao mesmo tempo mostra a sua relação filial com Nossa Senhora, ao querer voltar a este lugar sagrado, a primeira ermida construída em honra da Virgem de Fátima, ainda antes de as aparições estarem oficialmente aprovadas. As comunidades cristãs marienses quiseram perpetuar esta celebração com o descerramento de uma placa comemorativa do acontecimento.

Na celebração a que presidiu, em que concelebraram os dois sacerdotes que servem a sua ilha, bem como o P. Ricardo Freire, em representação da comunidade do Seminário Nossa Senhora de Fátima, D. António destacou a forma como entende a sua vocação: tudo é graça de Deus que nunca o abandonou e esteve sempre a seu lado. Dava alegria ver a forma como as gentes de Santa Maria estavam felizes a dar graças a Deus pelo grande testemunho deste homem de Igreja.

Antes de Santa Maria, D. António concelebrou na missa de renovação das promessas sacerdotais e na missa da ordenação, na ilha São Miguel, ambas presididas por D. João Lavrador. Foi uma forma de dar graças a Deus com grande parte do presbitério desta diocese açoriana. Nessa ocasião, o atual bispo de Angra, que sucedeu a D. António, quis agradecer o grande serviço do bispo emérito de Angra, referindo particularmente a oração pela diocese que serviu ativamente.