A Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) assinalaram hoje os 75 anos de presença em Portugal com uma sessão solene no Seminário de Nossa Senhora de Fátima, Alfragide (Patriarcado de Lisboa).

A cerimónia, que recordou ainda os 40 anos da partida dos primeiros missionários para Madagáscar e foi precedida pela ordenação diaconal de António Silva, contou com a Apresentação da obra ‘Dehonianos. A força da disponibilidade. História de uma congregação empreendedora’.

O superior provincial em Portugal, padre João Nélio Simões Pereira, recordou os dois Dehonianos que, em dezembro de 1946 embarcaram no Porto de Génova rumo a Lisboa, antes de seguirem para a Madeira, onde estabeleceram a primeira casa da congregação em território nacional.

O religioso destacou a dimensão missionária desta presença, num projeto que, desde cedo, “ganhou o carinho da Igreja e do povo”.

O livro ‘Dehonianos. A Força da Disponibilidade’, com direção científica de José Eduardo Franco e Eugénia Abrantes, foi referido pelo provincial português como “um trabalho há muito sonhado”.

A obra destaca a “diversidade de obras implantadas em diferentes cidades do continente e dos arquipélagos atlânticos”.

“Ao longo de 75 anos, educaram um número considerável de crianças e jovens, formaram sacerdotes e irmãos para trabalhar ao serviço da Igreja e da sociedade portuguesas e em missões em diferentes países, como Moçambique, Madagáscar, Angola e Índia”, pode ler-se.

José Eduardo Franco falou numa congregação disponível “para o mais urgente”, que soube promover, ao longo das décadas, a “dinâmica da empatia”.

Para o investigador, a nova obra ajuda a “tornar visível uma história que se manteve submersa”, na senda de vários estudos sobre as Ordens Religiosas que vêm sendo desenvolvidos em Portugal.

A sessão, que incluiu um painel de testemunhos, contou com reflexões de D. José Ornelas, bispo de Setúbal e antigo superior geral dos Dehonianos, e do atual responsável por essa missão, padre Carlos Luis Suárez Cordorniú, que sublinham a importância da dimensão missionária para a vida da congregação, “ao serviço de todos”.

A ordenação diaconal foi presidida por D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa.

In Agência ECCLESIA