Às vezes sabe bem não escrever em cima do acontecimento, dando assim tempo para saborear o então vivido e celebrado.
No passado dia 1 de Dezembro, fomos muitos os que nos juntámos nas instalações da Universidade Paris-Panthéon-Assas, no número 92 da Rue d’Assas, na cidade de Paris. Uns terão vindo de perto, outros de bem mais longe, todos motivados pelo mesmo: participar na cerimónia de Doutoramento Honoris Causa de sete personalidades que se têm distinguido no mundo académico e científico dos Estados Unidos, de França, Inglaterra, Itália, Alemanha e Portugal, em campos tão diversos como o Direito, a Economia, a História, a Literatura…
Fomos numerosos – creio mesmo que o maior grupo – os que ali nos reunimos por causa do José Eduardo Franco, ilustre Professor, investigador e tantas outras coisas, mas acima de tudo familiar ou estimado amigo de todos os que ali nos encontrávamos, vindos expressamente da Madeira, de Lisboa, de Saint Quentin ou de outras paragens, mesmo transatlânticas.
A cerimónia, mais pormenor, menos pormenor, decorreu dentro dos moldes em que costumam desenrolar-se este tipo de eventos. As honras foram feitas pelo Reitor, por aqui chamado Presidente, da Universidade promotora e anfitriã da cerimónia. Os Doutores da casa compareceram em peso, trajados a rigor, trazendo um colorido muito especial ao ambiente.
Seguimos com atenção os acontecimentos, mas interessava-nos sobretudo acompanhar o ilustre português que por ali havia de brilhar a grande altura. Sem chauvinismos nem risco de ser tendencioso, é com orgulho que digo ter sido a distinção atribuída ao José Eduardo Franco o momento alto da cerimónia, por tudo: pelo extraordinário e entusiástico discurso com que foi apresentado pelo Professor Fabrice d’Almeida e pelo brilhantíssimo discurso feito pelo próprio José Eduardo. O laureado luso foi apresentado como o maior autor e editor do mundo, não apenas pela enorme quantidade de páginas escritas e editadas, mas pela qualidade do que publica. Quanto ao discurso do José Eduardo, fomos unânimes a reconhecer que foi brilhante, que não deixou nada por dizer, que conseguiu percorrer as mais significativas páginas da nossa história, da nossa literatura e da nossa cultura, não deixando também de realçar os fortes laços que ligam tantos dos nossos à academia, à cultura e à literatura parisienses.
Estamos muito gratos ao José Eduardo Franco por tanto que tem feito na promoção da nossa cultura, nas suas mais variadas formas. É muito merecido e justo este tão alto reconhecimento. É bom ver um dos nossos brilhar assim. Parabéns! Obrigado!
Pe. José Agostinho Sousa, scj









