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Nos primeiros cinco dias de Março, um grupo de oito pessoas partiu de Valença até Santiago de Compostela. O grupo, à partida, era bastante heterogéneo, pois incluía gente do Centro Dehoniano, do Seminário Missionário Padre Dehon e três jovens da Capela de Sampaio (situada na zona de Canidelo, Vila Nova de Gaia).

No primeiro dia, realizamos 35km a pé. No segundo, fizemos 18 e no terceiro fomos até aos 23 km. No quarto dia, percorremos 31 km, para, no último dia, podermos cumprir os últimos 15 km com mais tranquilidade.

Este caminho foi bastante interessante para mim, pois foi a primeira vez que percorri o Caminho Português de Santiago e também porque me ajudou no meu discernimento vocacional. Foram sempre dias envoltos em muita alegria.

Todos os dias, depois do pequeno-almoço e do jantar, tivemos um momento de oração e, quando faltavam cerca de 5 km para acabar o percurso diário, rezávamos o terço, sendo que à noite não podia faltar a celebração da eucaristia.

Para além destes momentos de oração, também houve bastantes momentos de lazer e de brincadeiras entre as pessoas do grupo. Era uma forma de animar o dia e não pensarmos nos quilómetros nem nas dores que sentíamos.

Encontramos bastantes pessoas a realizar este Caminho de Santiago. Muitas delas eram portuguesas e interagiram bastante connosco, a ponto de participarem na eucaristia que celebrávamos em cada albergue.

Acho que um momento único foi a chegada a Santiago. Fizemos uma grande festa. Depois da chegada, fomos buscar a Compostela (o certificado da realização do Caminho) e fomos à missa do peregrino. Também fomos visitar a catedral, que infelizmente estava em obras. De qualquer forma, pudemos abraçar o Santiago e ver o túmulo dele.

Jorge Martins, seminarista do Seminário Missionário Padre Dehon