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Mensagem Final

Caríssimos confrades

Escrevemo-vos da casa dehoniana de Asten, primeiro Noviciado da Holanda e agora casa para religiosos idosos. Somos 30 participantes, entre Superiores Maiores e delegados da Europa, que aqui nos encontrámos, de 12 a 16 de Março de 2012, para reflectir juntos sobre o aumento da média de idades das nossas realidades, um dado concreto que devemos compreender e enfrentar positivamente.

Depois do XXII Capítulo Geral fomos convidados a tomar consciência e analisar a situação do envelhecimento, sobretudo nos países do Norte da Europa, mas em via de extensão a outras entidades. Um grupo de estudo «ad hoc», criado pelo Superior Geral, preparou este encontro juntamente com os superiores da Europa.

Um dado preocupante é o rápido aumento da média de idades (nalgumas Províncias está em 79 – 70 – 65 anos): nessas o problema é mais sentido; noutras entidades em média mais jovens é preciso preparar-se com tempo. Entre as experiências actuais, pode-se recordar: a Confederação Holandesa-Flândrica com duas casas para idosos (Asten e Nijmegen) e a Europa Francófona com Mougins, gerida por uma associação laical; a Província da Itália do Norte com Bolognano, que se está a organizar para fazer acordos com uma associação de leigos para a gestão, etc. Noutras entidades a orientação é a de se servirem de casas para idosos com carácter intercongregacional, ou de adaptar estruturalmente grandes edifícios já existentes. Naturalmente, fica em aberto a procura de outras soluções, cada vez mais em colaboração com leigos e com outras congregações religiosas.

Continua a ser importante, para todos, a tomada de consciência de uma necessária consciencialização de todos e de uma reflexão aprofundada, sobretudo nos governos provinciais, convidados a preparar políticas para o envelhecimento.

Muitos confrades idosos ensinam-nos o essencial da nossa vida religiosa: o zelo, a missão, a contemplação que sempre sustém o próprio apostolado activo; na última fase da vida, o ministério dos confrades idosos exprime-se na oblação, na intercessão e na adoração, mais do que na eficiência activa e no anúncio directo do Evangelho. Mas estamos convencidos que o religioso, fazendo memória do passado, vive serenamente o tempo da fragilidade e da doença se souber distanciar-se de si, da sua função e dos serviços prestados, e se se confiar completamente e com gratuidade ao amor do Coração de Jesus.

A propósito do envelhecimento, importa ter presente questões delicadas de governo e de direito canónico, que a Congregação deverá enfrentar.

Esta é uma mensagem de esperança que queremos dar antes de mais aos nossos religiosos idosos, que na velhice podem ainda ser «Sacerdotes do Coração de Jesus», fazendo da própria vida uma «missa contínua». E é uma mensagem para todos os confrades, para que juntos nos ajudemos a assumir uma visão da nossa vida a caminho da plenitude.


Os participantes