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Estou em casa, tal como muitos milhões de portugueses, espanhóis, italianos, franceses, europeus, americanos, asiáticos… O mundo está em casa, numa espécie de refúgio, acantonamento, “prisão domiciliária”. Estamos assim, porque a situação pandémica a isso obriga. Para que este estar em casa não seja separação demasiado grande, criamos este espaço de partilha, onde aparecerão outros textos e vídeos que os Confrades voluntariamente irão partilhando.

Eu, como acontece certamente com muitos por esse mundo além, preferia andar por aí, na minha vida de todos os dias, a viajar de um lado para o outro, a visitar as Comunidades, a abraçar familiares e amigos, a ir ao encontro dos que mais precisam do nosso afeto e do nosso tempo. Mas não dá! Por mim, e pelos outros, sacrificando hoje para que amanhã possamos voltar a encontrar-nos, a festejar, a celebrar a vida, a partilhar alegrias e esperanças, a repartir tristezas e dificuldades. Estou em casa, para que mais cedo possa voltar a sair e a conviver com os que mais amo e com os precisam da minha presença e atenção. Acompanho à distância, nesse abreviar de distâncias e fronteiras que as tecnologias da comunicação e do mundo digital nos permitem. Estamos longe e estamos perto, tornando o nosso mundo um lugar pequenino e próximo, onde ninguém está assim tão distante ou inacessível.

Estou em casa, mas não estou de férias! Há tanto para fazer, para ler, para escrever, para arrumar, para avaliar, para programar… A melhor forma de fazermos com que este tempo não pareça um muito lento desfiar de dias é ocupar-nos, ocupar-nos com algo que nos seja útil e o seja para os outros. E talvez assim saiamos mais fortalecidos e enriquecidos deste intervalo que fazemos da vida ativa e agitada de todos os dias.

Boa quarentena, forçada ou voluntária. Mas, acima de tudo, boa e santa Quaresma, com a Páscoa aí mesmo a espreitar.

P. José Agostinho Sousa, scj
#dehonianos #scj #estamosemcasa