Foi com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento do Padre João de Deus Costa Jorge. Faleceu hoje, ao princípio da noite, no Hospital de Gaia, para onde tinha sido transferido há alguns dias, por ter contraído COVID-19 no Instituto de Oncologia do Porto (IPO), onde estava internado anteriormente.

Todos sabíamos que o P. João de Deus já estava gravemente doente há algum tempo e que as perspetivas não eram muito animadoras. Mas estas notícias abalam-nos sempre muito, ainda para mais tendo em conta a idade do P. João de Deus. Fui acompanhando a fase difícil da sua doença, através de contacto telefónico. Ultimamente, o P. João de Deus estava consciente da gravidade da sua situação, mas fazia por acreditar que o desfecho não fosse este, sobretudo assim tão rapidamente. Fui também mantendo o contacto com o Sr. D. Manuel Linda, Bispo do Porto, e seus auxiliares.

O P. João de Deus serviu a nossa Província e a Congregação, tendo inclusive sido 1º Conselheiro Provincial e representante da Província num Capítulo Geral. Dedicou-se à carreira académica e, sobretudo, ao trabalho paroquial, tendo servido durante muitos anos a Paróquia de Santa Eulália de Sobrosa, onde ainda hoje é recordado com muito carinho e saudade. Nos últimos anos, como sabemos, esteve ao serviço da Diocese do Porto, como Pároco de Anta (S. Martinho) e de Guetim (S. Estevão), no Concelho de Espinho, estando em processo de incardinação na Diocese do Porto, processo que não chegou a ser concluído. Apesar de estar mais ligado à Diocese, era presença assídua em momentos especiais da vida da nossa Província, sobretudo a Solenidade do Coração de Jesus e o dia 12 de Agosto, como aconteceu no último, que celebrámos juntos em Aveiro.

O P. João de Deus deixa saudades na nossa Província. Neste momento em que termina a sua caminhada terrena, agradecemos a Deus tudo quanto ele fez de bom no exercício do seu ministério, todo o bem que espalhou à sua volta, todos os gestos de graça e de bênção que partilhou com todos os que encontrou no seu caminho.

Unimo-nos em oração a toda a família, a todos os Confrades da nossa Província e aos muitos que o conheciam pela nossa Congregação além, unimo-nos à Diocese do Porto. Que o Senhor nos fortaleça na Fé e na Esperança e nos ajude a ter sempre como horizonte a Vida sem fim que só Ele pode dar.

Que descanses em paz, caríssimo João!

 

 

P. JOÃO DE DEUS COSTA JORGE

09-12-1958 – 11-03-2021

O P. João de Deus Costa Jorge nasceu a 9 de Dezembro de 1958, na freguesia de Olo, Amarante, paróquia da Diocese do Porto, onde foi batizado a 1 de Janeiro de 1959.

Aos 12 anos é acolhido no Seminário Missionário Padre Dehon, onde inicia o seu percurso de formação nos Dehonianos. Professa a 7 de Outubro de 1979 e emite os seus votos perpétuos a 29 de Setembro de 1985. Terminada a Licenciatura em Teologia em 1986, segue no mesmo ano para Roma onde inicia um segundo ciclo de estudos superiores em Psicologia, na Pontifícia Universidade Salesiana.

Ordenado padre a 12 de Julho de 1987, pelo então Bispo do Porto, D. Júlio Tavares Rebimbas, e terminado o período de especialização, regressa a Portugal em 1990 dedicando-se à pastoral juvenil e vocacional, sendo uma referência no apoio psicopedagógico aos vários planos formativos na Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus. A partir de 1992 inicia a sua atividade docente na Universidade Católica Portuguesa que, gradualmente, foi conciliando com atividade pastoral paroquial, destacando-se a sua presença na comunidade paroquial de Sobrosa, Paredes, Diocese do Porto, desde 1996 até 2013, ano em que pediu as devidas dispensas para iniciar um processo de saída da Congregação e de incardinação na Diocese do Porto. Por essa razão, foi desde esse ano nomeado pelo Administrador Apostólico do Porto, D. Pio Alves, pároco das paróquias de Guetim (Santo Estêvão) e de Anta (São Martinho), ambas pertencentes à Vigararia de Espinho-Ovar, serviço que desempenhou mesmo quando em 2020 lhe foi diagnosticado um quadro oncológico severo.

A notícia da sua morte chegou ao início da noite do dia 11 de Março de 2021, constatando-se que a recente infeção por COVID-19 agravou consideravelmente o seu estado de saúde.

P. José Agostinho Sousa, scj
P. António Pedro Monteiro, scj