“Não tenhais medo” é um dos convites mais frequentes na Bíblia, porque abre maravilhosamente os horizontes da nossa própria vocação. Interpelados por este desafio, vivemos um fim-de-semana vocacional na paróquia da Divina Misericórdia de Alfragide, desde o dia 16 até 18 de janeiro.
Nos vários encontros com crianças, adolescentes, jovens e adultos, reflectimos juntos no que diz respeito à importância do chamamento que Deus amorosamente preparou para cada um de nós. Detivemo-nos sobre algumas perguntas importantes: E se Deus me estiver a chamar? O que dá sentido à minha vida? Que tipo de amor quero viver?
Falámos acerca dos muitos tipos de vocação de amor ao próximo, com a ajuda dos testemunhos das pessoas convidadas. Tivemos connosco um casal, a Andrezza e o Fábio, que partilharam generosamente a sua experiência de 25 anos de vida matrimonial, que implica não só uma grande alegria, mas também uma série de renúncias e desafios. Durante a missa de sábado, o diácono permanente Aníbal Veiga testemunhou como sentiu e desenvolveu a vocação ao serviço que cumpre agora na Igreja católica.
Os noviços dehonianos também abriram os seus corações para mostrar a beleza do seguimento de Jesus e contar as suas próprias histórias, onde a vida consagrada tornou-se uma meta maior. Várias religiosas convidadas ao encontro deram testemunho da vida comunitária como mais uma fonte da caridade para com os mais necessitados. O dehoniano João Amaro Pestana enriqueceu este fim de semana, não só com o seu serviço na organização, mas também dando testemunho da experiência recente da missão em Angola.
Além dos testemunhos, tivemos ainda um encontro mais íntimo com Jesus, presente na adoração eucarística durante uma vigília. Foi um momento de silêncio e, portanto, de escuta atenta àquilo que Deus fala diretamente ao coração do homem.
Dito isto, o evento vocacional serviu, segundo as palavras do padre Igor Oliveira, para reflectirmos acerca da vocação principal, que ao mesmo tempo é universal — sermos boas pessoas, assumindo seriamente o convite de Cristo.
Por isso é importante que não tenhamos medo e, como disse o padre José Domingos Ferreira na sua homilia, reencontrarmos sempre o rumo do barco que é a nossa vida e navegarmos com mais ousadia, guiados pela voz do Senhor.
Serhii Barnych, noviço dehoniano












