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▬ Foi com pesar, mas também com a esperança que nos vem da fé no Senhor, que se realizaram na tarde do dia 28 de Julho, as solenes exéquias do padre Angelo Caminati, membro da Comunidade do Seminário Missionário Padre Dehon. Foram muitas as pessoas que, com a sua presença amiga e solidária, viveram connosco estes dias de luto. A todas elas o nosso muito obrigado pela proximidade e pelas palavras e gestos de amizade. Na celebração exequível teve lugar na Capela do Seminário, com uma presença considerável de sacerdotes dehonianos e diocesanos e de muitas pessoas, vindas das comunidades cristãs, onde o padre Angelo celebrava, e pertencentes a grupos e movimentos cristãos, sobretudo, dos Cursilhos de Cristandade. Presidiu à celebração exequial o Superior Geral, o padre José Ornelas. Na sua homilia, apoiando-se na Escritura, salientou a importância de recordarmos os nossos antepassados, no sentido de imitarmos a sua fé e o zelo pela causa do Reino. Falando, não só do padre Ângelo mas também do padre Miguel Corradini, referiu que as suas vidas foram marcadas pelo “dedo” de Deus, que inscreve a Sua vontade na vida de homens simples, disponíveis e cheios de boa vontade e que através deles delineou e definiu a história da nossa Congregação em Portugal e, consequentemente, também da Igreja local por onde passaram e exerceram a sua missão. Destacou, ainda, que as suas vidas foram marcadas por uma fé disponível, pelo dom de si mesmos (em tempos difíceis, quer na Itália, quer em Portugal) e pelo amor à missão em anunciar Cristo, fora da sua terra, colocando, assim, as suas vidas e os seus sonhos, ao serviço dum projecto concreto na Congregação e na Igreja. São, portanto, dehonianos, que pertenceram “a uma geração de homens valorosos, de fé e de dedicação”, que nos encorajam no seguimento de Cristo e no serviço do seu Evangelho e nos deixam o testemunho que “há mais alegria em dar do que em receber”.

Terminada a celebração eucarística, realizaram-se os ritos de encomendação e despedida, seguindo os restos mortais do padre Ângelo para o Aeroporto, rumo à sua terra natal (Celleri, Itália) para aí ser feita a sepultura, tal como era seu desejo. A acompanhar os restos mortais foram o Padres Feliciano e Paulo Coelho.

» Nélio Gouveia, scj