Já está quase passado um mês, depois que deixámos Portugal e emigrámos – ainda que por pouco tempo – para os EUA. À chegada, como já foi comunicado pelo Superior Provincial, tivemos a agradável surpresa de encontrar o Superior Geral, P. José Ornelas, em visita canónica à Província US.

A recepção da comunidade foi muito calorosa. Ao que parece, a comunidade lusa que por aqui tem passado tem deixado saudades, pelo menos, a avaliar por aquilo que, cada dia, alguém nos pergunta por este ou aquele.

Chegámos cá, não em último lugar, mas quando a maior parte do pessoal já cá estava. No entanto, chegámos mesmo a tempo de começar em força. A aprendizagem do Inglês é muito mais do que aprender umas regras de gramática. Além da gramática, temos diariamente aulas de vocabulário e leitura, cultura e comunicação, e de pronunciação. Além disto, os trabalhos de casa, normalmente extensos, proporcionam uma aprendizagem da língua bem exercitada. Somos, ainda, convidados a falar o máximo de inglês possível, isto é, sempre.
Cada semana, temos uma “field-trip”, um passeio da “comunidade estudantil” a uma realidade cultural daqui da região (passeio pelo rio Milwaukee até ao lago Michigan, visita da cidade, visita aos museus, visita da fábrica da cerveja “Miller”, visita e experiência do Baseball), de modo a estabelecer mais comunicação e inter-conhecimento de todos no grupo e contactar com o mundo real norte-americano.
A liturgia é outra realidade para a boa prática do inglês. À chegada, encontrámos uma lista com os nossos nomes escalados para as Missas, orações da Manhã, Adoração e para a récita do Angelus. Para tal somos preparados pelas professoras, ou pelo próprio Pe. Paul Reid, o encarregado do ESL. Ao Domingo, normalmente, vamos à missa fora, contactando com as diferentes realidades cultural, também no seio da Igreja Católica. A primeira missa foi a dos Afro-Americanos, a segunda foi com o Superior Geral no seu último fim-de-semana por cá, a semana passada foi com a Festa Italiana, e outras se hão-de suceder.
Por último – e não menos importante – cada semana, temos uma noite cultural. Ao jantar, cada país é convidado a apresentar a sua gastronomia. Começou-se pelo México e, logo a seguir, foi a nossa oportunidade. Calhou-nos o dia 19 de Julho, exactamente o dia em que o Superior Geral se foi embora para Roma. No entanto, mesmo sem ele, fizemos jus à tradição do país, nestas coisas de comer e beber. Contactando com quase todas as regiões do país, desde o vinho do Porto e vinho de mesa da região do Douro, aos queijos serranos, açorianos e alentejanos, terminando na espetada madeirense, adulterada, mas nem por isso sem ser apreciada por todos, cá apresentámos a nossa realidade.
A vida cá vai continuando. Esperamos desenvolver ainda muito mais do nosso inglês. Daqui, enviamos um forte abraço a todos os confrades e desejamos boas férias a quem as está a fazer. Não esquecemos, e estamos unidos aos eventos da Província como tem pedido o P. Superior Provincial, nomeadamente, a ordenação sacerdotal do Pe. Roberto Viana Soares, a preparação para a Profissão Perpétua do Ricardo José e do Paulo Renato, estes últimos, anteriores beneficiados por este programa de inglês americano, por isso também muito falados por estas bandas.

| Ricardo Freire, scj |