Adveniat Regnum Tuum
Por estes dias – 9 a 14 de março – a Família Dehoniana está reunida em Quito, no Equador, para mais uma etapa celebrativa do Jubileu Dehoniano. Depois da celebração em Saint-Quentin, La Capelle e Bruxelas no ano passado, lá onde tudo começou, é agora a vez de celebrar neste lugar onde se concretizou a primeira missão ad gentes da Congregação.
Somos mais de setenta os que participamos neste Encontro, vindos de 17 países, mais os que vão acompanhando através das redes sociais da Congregação. Deveríamos ser mais, sobretudo Confrades Dehonianos, mas foram bastantes os que se viram impedidos de vir, uns porque não conseguiram visto de entrada no país, outros, sobretudo da Ásia, viram-se impedidos de viajar, devido às restrições ao espaço aéreo impostas pela guerra. Sempre as guerras, as malditas guerras!
Estamos em Quito, a capital do Equador, primeira cidade a ser declarada pela Unesco Património Mundial ou da Humanidade. Foi-nos recomendado que chegássemos pelo menos com um dia de antecedência, para mais facilmente nos adaptarmos à altitude. Mais dor de cabeça, menos dor de cabeça, cá vamos seguindo. Estamos na Casa São Patrício, Centro de Espiritualidade dos Salesianos.
O Encontro começou com a Missa de abertura, ao fim da tarde do dia 9. Na manhã desse dia ainda deu para ir admirar alguns dos tesouros patrimoniais de Quito. O dia 10 foi o primeiro de trabalho em pleno. Foi dedicado à memória agradecida que nos leve a uma fidelidade criativa nos nossos contextos atuais. Começámos com o P. Carlos Luis Codorniú, Superior Geral, que animou uma manhã de reflexão, incentivando-nos a olhar o passado com gratidão, viver o presente com entusiasmo e alegria, projetar o futuro com esperança.
De tarde continuámos a “viagem” pelo nosso património comum, passado e futuro: eu apresentei a importância fulcral de Saint-Quentin na vida do Padre Dehon e da Congregação; o P. Emerson Ruiz, do Brasil, levou-nos a revisitar os inícios da nossa missão aqui no Equador e de como um fracasso se transformou depois em oportunidade de novos empenhos missionários.
Este dia 11 também prometia e cumpria: continuámos a estudar o nosso Fundador e a nossa herança carismática, sobretudo através dos escritos do Padre Dehon. E há a feliz coincidência de celebrarmos um Jubileu dentro deste Jubileu Dehoniano: 25 anos da beatificação de Juan Maria de la Cruz, o primeiro mártir da nossa Congregação. A adoração ao fim da tarde foi dedicada a esta efeméride. Durante o dia começaram a chegar os jovens que vêm para as atividades de sexta-feira e de sábado. Mas disso falaremos mais para a frente.
As conferências e algumas celebrações estão a ser transmitidas em direto nas redes sociais da Congregação. Têm chegado muitas mensagens de quem nos segue…
Pe. José Agostinho Sousa, scj





















